terça-feira, 17 de agosto de 2010

UMA REFLEXÃO SOBRE SEGURANÇA

POLÍCIA: CREDIBILIDADE É TUDO!

A constituição afirma no art. 144, que “a segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”, ela deixa clara que o Estado tem o dever de garantir a segurança do cidadão e de seus bens. Se não temos segurança deduzo que o Estado está falhando, e se o Estado esta falhando, conseqüentemente a polícia esta falhando. E se a polícia esta falhando ela não tem condições de manter a ordem pública e deixar as pessoas a salvo da violência. A pequena cidade de Angicos é uma prova da falha do sistema de segurança pública; arrombamentos, assaltos, tráfico de drogas, tentativas de assassinatos, violência, brigas, poluição sonora etc. No desespero e na busca de soluções, surgem às audiências públicas. E nesse dia 11 de agosto aconteceu mais uma na Câmara Municipal de Angicos. Porém, com algumas delicadas observações.

Bom, o Município de Angicos já tem do que se orgulhar, talvez seja o único município do Rio Grande do Norte, e quem sabe até do Brasil, que no decorrer de um ano e poucos meses já realizou três audiências públicas para tratar de um plano de segurança municipal. Com um particular, três comandantes diferentes, Cap. Carvalho, Cap. Keginaldo, e agora, Cap. Marcones Fernandes. E por enquanto nada! Todas essas audiências foram marcadas por propostas de aquisições para o aparelhamento e melhoramento no efetivo policial da 2ª Companhia de Policial em Angicos visando o aperfeiçoamento do trabalho policial e uma assistência de qualidade ao cidadão. Nesta última, dia 11 de agosto, surgiu uma proposta no mínimo inusitada, coisa de 007. Um CENTRO DE MONITORAMENTO por meios de câmeras de vídeos instalados nos comércios e principais avenidas de nossa cidade. Onde os cidadãos e “possíveis marginais” seriam observados por polícias capacitados pra fazer esse monitoramento.

Porém, outra coisa que chamou atenção na audiência foi quando o cap. Marcones deu-nos a entender que a polícia tinha que consertar o fracasso da família e da escola. A pergunta é: Como? Pois de cada dez (10) policiais, no mínimo oito (8) são despreparados pra lidar com o cidadão comum, e principalmente com o ser “criminoso”. Seria o leproso tratando de leprosos? Assim, não ficaremos curados nunca dessa chaga! Até certo ponto o comentário do capitão faz sentido, realmente problema da marginalidade ou do bandidismo passar pela educação na família, na escola e sociedade. Mas a polícia nunca foi, e nunca será a solução para o problema de insegurança pública ou da marginalidade. Se a polícia até este exato momento não é capaz de se regenerar ou se auto-socializar como indivíduo e sujeito de confiança e credibilidade, como ela pode ser referencial seja de ética ou moral pras famílias e jovens da sociedade? Pelo contrário, o que temos assistido nos meios de comunicação é a corrupção, a violência, a injustiça e o despreparo total desse órgão no Brasil, também acrescento, aqui em Angicos.

É preciso resgatar a credibilidade do sistema de segurança pública e principalmente da própria instituição policial que vem sendo negligenciado pelo Estado. Essa negligência não é apenas privilégio da segurança pública, o Estado também tem falhado em outras áreas como educação, saúde e habitação. Espera-se que o Estado possa investir mais na educação e nas famílias, pra que muitos policiais não sejam tão despreparados! Quanto a Central de Atendimento e urgência (monitoramento por vídeos), eu não me preocupo em está sendo observado, mas me preocupo em que tipo de policial está me observando!


João Maria Martins Bezerra

Pastor e Pedagogo.


NOTA DO BLOG: Essa questão da observação tipo BIG BROTHER das ruas e avenidas de Angicos pode ser uma faca de dois gumes. Melhor seria se a polícia atendesse aos nossos chamados quando ligamos e ficamos esperando por uma viatura que nunca chega ou quando esperamos providencias sobre determinado assunto e não conseguimos ver a ação preventiva acontecendo, coisa que provoca em nós uma sensação de fragilidade e de profunda decepção.

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