sexta-feira, 19 de maio de 2017

Dólar tem a maior alta desde 1999, e Bolsa maior queda desde 2008

A reação dos mercados à delação da JBS que envolve diretamente o presidente Michel Temer foi proporcional à seriedade da situação. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, desabou 8,79%, aos 61.597 pontos, maior recuo desde outubro de 2008, auge da crise financeira internacional. Na abertura dos negócios, o Ibovespa chegou a cair mais de 10% e o circuit breaker foi acionado, paralisando os negócios por meia hora. Esse mecanismo não era usado há quase nove anos. Já o dólar registrou a maior alta desde 1999, quando houve a maxidesvalorização do real: a moeda saltou 8,16%, a R$ 3,39. As operações de câmbio também foram paralisadas por uma hora, logo na abertura. O risco-país, medido pelos credit default swaps (CDS, espécie de seguro contra calote), disparou 59 pontos e fechou a 266 pontos.

Esses movimentos refletiram a frustração dos investidores, que já davam como certa a aprovação das reformas, projetando a taxa básica de juros (Selic) em torno de 8% até dezembro, com o dólar perto de R$ 3 e a Bolsa atingindo patamares recordes. Ontem, tais projeções se evaporaram.

— A reação do mercado fala por si própria. Todos os agentes do mercado estão tomando a acusação praticamente pelo valor de face, mesmo antes de ouvir a gravação. Isso porque o que aconteceu aumentou a incerteza com relação às reformas econômica. Como a aprovação dessas reformas estava sendo levada em consideração pelo Banco Central com relação à trajetória dos juros, essas denúncias aumentam a incerteza com relação às taxas de juros — afirmou o diretor de estratégia para emergentes do banco UBS, Alejo Czerwonko.

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