terça-feira, 6 de junho de 2017

Henrique Alves vai ser indiciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves foi preso na manhã desta terça-feira (6) no apartamento onde mora, no bairro de Areia Preta, Zona Leste de Natal, durante operação da Polícia Federal (Foto: Frankie Marcone/Futura Press/Estadão Conteúdo)
A Polícia Federal detalhou como funciona o esquema que levou Henrique Eduardo Alves a ser preso na manhã desta terça-feira, 6. De acordo com os investigadores, o ex-ministro do Turismo do Governo de Michel Temer e o também ex-deputado federal Eduardo Cunha mantinham ligações ilícitas com as empreiteiras OAS e Odebrecht. Ambos são ex-presidentes da Câmara Federal.

Os investigadores afirmam que Alves e Cunha negociavam contrapartidas com as empresas. Os ex-deputados ajudavam na liberação de recursos para a construção de grandes obras e as empreiteiras, em troca, faziam doações às campanhas eleitorais. O potiguar concorreu ao Governo do Estado. Já Cunha foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. 

Os recursos para as empreiteiras foram conquistados pelos políticos através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. Em Natal, a OAS teria recebido financiamento para construir a Arena das Dunas. No Rio, a Odebrecht se beneficiou na privatização do aeroporto do Galeão.

De acordo com os investigadores, o dinheiro retribuído aos políticos como doações eleitorais também foi usado para fins pessoais.

Outra empresa investigada é a Prátika Locações e Eventos, empresa do atual secretário de Obras de Natal, Fred Queiroz. Ele também foi preso nesta terça. Às vésperas da eleição de 2014, o empresário teria sacado R$ 2 milhões. No total, de acordo com a Polícia Federal, R$ 24 milhões foram sacados durante aquela corrida eleitoral.

Henrique Alves vai ser indiciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele, Fred Queiroz e outros três que tiveram prisão preventiva decretada, mas que não tiveram os nomes revelados pela PF, vão ser encaminhados ao sistema prisional do Rio Grande do Norte.

G1RN

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