terça-feira, 8 de agosto de 2017

Câmara aprovará reforma política em agosto, diz Maia

O Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) durante entrevista exclusiva para o Jornal Oglobo na residência oficial da Câmara - Ailton de Freitas / Agência O Globo
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prometeu nesta terça-feira que a Casa irá aprovar uma reforma política ainda este mês. Ele disse defender mudanças que reaproximem o eleitor da democracia.

— A gente vai avançar na reforma política, ela é fundamental. Ela é uma das reformas que colaboram com a mudança que o Brasil precisa, uma mudança que pode reaproximar o eleitor, a sociedade, da política, da democracia brasileira. Nós vamos avançar. Vocês podem ter certeza que a Câmara terá a reforma política aprovada no mês de agosto - afirmou.

Maia disse ser favorável ao financiamento de campanhas por empresas, mas disse que a criação de um fundo público de mais de R$ 3 bilhões para 2018 é uma alternativa depois de o Supremo ter proibido a contribuição de pessoas jurídicas. Ele afirmou que a proibição ocorreu depois de a relação de políticos com o setor privado ter passado do limite.

— Se for esse valor, é menos da metade do que se gastou na eleição passada. Nós reduzimos a campanha para 45 dias, reduzimos o tempo de televisão, para que fique mais barato. Custar, vai custar sempre. Em algum momento espero que a gente possa voltar com limite, com transparência, ao financiamento privado. A gente sabe que nesse momento a relação da política com o setor privado, boa parte, passou muito do limite. Nesse momento, a decisão do Supremo, foi uma decisão técnica, mas também uma decisão, de alguma forma, de uma reação que o Supremo fez a todos os abusos que se passaram na política. Então vai ter de se reconstruir isso. Mas para reconstruir precisa de uma sistema mais barato, mais simples — afirmou o presidente da Câmara.

Maia disse defender a votação por meio de lista fechada, mas reconheceu não haver votos para aprovar a medida na Câmara. Ele sugeriu a aprovação de um modelo de transição em 2018 para a adoção do sistema distrital misto em 2022, no qual o deputado escolheria um representante em seu distrito e também votaria em um partido, que de acordo com a votação teria direito a mais cadeiras no parlamento.

O Globo

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