quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Governo admite que vai trocar o comando da Polícia Federal

O ministro da Justiça, Torquato Jardim
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou com exclusividade à CBN que fechou uma lista de três nomes para substituir o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Entre eles, está Rogério Galloro, número 2 da PF, que é o mais cotado para a vaga.

Essa é a primeira vez que o governo admite que vai ter a troca. O ministro não quis revelar quem são os outros candidatos e disse que continua sem ‘timing’ para fazer essa mudança. Depende da conclusão dos projetos de renovação da PF, que inclui adotar já nas próximas semanas um único sistema de comunicação para todas as polícias do país.

Galloro somou pontos nas últimas semanas porque já venceu uma disputa: é o nome escolhido pelo governo para representar o Brasil como delegado das Américas no Comitê Central da Interpol. A proximidade com o atual diretor da PF também é vista como uma forma de evitar rupturas e dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito.

O ministro Torquato Jardim afirmou que a nova Polícia Federal será mais moderna e terá mais presença no exterior, independentemente de quem assumir o novo comando:

‘Seguirá o mesmo padrão. A troca das pessoas será irrelevante, seja no Ministério da Justiça, seja na Polícia Federal, seja onde for. O plano vai ficar pronto e o plano é institucional. São três nomes, não posso divulgar. Um deles obviamente é o delegado Galloro, que é o diretor executivo, tem viajado bastante comigo, que tem ajudado muito na concepção desse plano. Ele e Daiello são os dois mais próximos e mais importantes com os quais eu trabalho na Polícia Federal.’

Daiello está à frente da PF há seis anos e meio, é o diretor que ficou mais tempo na PF durante o período democrático e não esconde – de quem é mais próximo – que está cansado. O projeto da nova PF faz parte do Plano Nacional de Segurança Pública.

Não inclui a contratação de mais agentes, já que os concursos estão suspensos, mas contempla a compra de novos equipamentos e mudança de estratégias. Tudo pago com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional.

O governo quer unificar o sistema de compras e o treinamento entre as polícias, além do sistema de comunicação que vai operar por um único programa, um software. Hoje cada polícia tem um sistema de comunicação de rádio, usa diferentes frequências – a novidade é integrar esses sistemas, incluindo PM, Polícia Civil, PRF e Força Nacional.

Instrutores dos EUA, da França e Alemanha virão ao Brasil a partir deste ano para treinar os policiais brasileiros. O país convidou agentes da polícia do Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia para visitar a academia nacional da Polícia Federal.

CBN

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