quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Operação ‘Queijo Suíço’ investiga crimes dentro do sistema prisional do RN

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (22) a “Operação Queijo Suíço” com participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed). A ação visa prender servidores públicos envolvidos com crimes de corrupção, facilitação da entrada de objetos ilicitos, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica dentro e fora do sistema prisional do estado.

A operação começou após uma série de fugas no sistema, principalmente no presidio de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta. A operação está funcionando em segredo de justiça e iniciou-se após a rebelião de janeiro na unidade prisional, que terminou com 26 mortos, 56 fugas e corpos desaparecidos, ou sem identificação. 

Foram expedidos 22 de busca e apreensão, 19 mandados de condução coercitiva, cujo apenas três não foram cumpridos. Entre os suspeitos 19 agentes penitenciários, um policial militar, um advogado e um ex-policial civil que estão prestando depoimento na sede da Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol). Apenas uma pessoa foi presa por porte ilegal de arma de fogo.

“Estas pessoas agiram algumas vezes em conjunto e outras separadamente. E durante as investigações descobrimos vultuosas transações bancárias para estas pessoas. Isto não condizia com os rendimentos declarados no imposto de renda de cada um. A partir destes dados iniciamos as investigações que recorrem desde a ‘facilitação’ de entrada de produtos ilícitos nas unidades  a facilitação das fugas”, comentou o delegado geral da policia civil, José Francisco Correia Júnior.

O coordenador do Gaeco, o promotor de Justiça Fausto França, informou que a operação que se iniciou em fevereiro não irá parar por ai, pois existem mais irregularidades a serem investigadas em todo sistema prisional do estado, inclusive com o trabalho conjunto da nova célula de investigação do grupo com apoio da Polícia Civil e Secretaria de Segurança do Estado.

“Este é um trabalho de integração entre as forças e os promotores, que evoluiu e chegou a este ponto. Hoje tomamos as medidas de instrução do inquérito, ou produção de provas. Estas pessoas serão ouvidas e consequentemente a investigação será entregue a justiça. Ressaltamos que o crime praticado dentro do sistema penitenciário tem especial gravidade, pois onde se deveria existir o fechamento do ciclo de aplicação da lei penal, no qual deveria existir rigor e disciplina um ambiente de lei e ordem que não poderia ser corrompido” afirmou o promotor.

O o promotor de Justiça Fausto França informou também que as investigações continuarão e que mais pessoas devem ser ouvidas até o repasse a Justiça.

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