sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Governo do RN entra com ação no Tribunal de Justiça e pede fim da paralisação dos policiais

Lojas arrombadas no comércio de Natal
O Governo do Estado do Rio Grande do Norte decidiu judicializar a queda de braço com as forças da segurança. Através da Procuradoria-Geral do Estado, entrou com uma ação no Tribunal de Justiça que pede a suspensão da mobilização dos policiais militares e civis que, em protesto ao atraso de salários, suspenderam parte do trabalho desde terça-feira (19).

O pedido do governo será julgado pelo desembargador Dilermando Motta, que está no plantão do TJRN. 

O governo alega que a ausência de policiais nas ruas está provocando enorme problema à população e que o movimento em protesto contra salários atrasados perdeu sentido com anúncio do calendário de pagamento.

Na quarta-feira (20), através de comunicado oficial, o governo anunciou que pagará o restante do mês de novembro no dia 29 de dezembro; que quitará o décimo terceiro salário até o dia 10 de janeiro; e pagará a folha de dezembro no dia 29 de janeiro. O governo espera a liberação de R$ 600 milhões do Governo Federal para cumprir o calendário.

Até aqui, o governo pagou novembro aos servidores que ganham até R$ 3 mil, além dos trabalhadores em educação que recebem da verba carimbada do Fundeb e os servidores de órgãos da administração indireta que tem arrecadação própria.

O calendário anunciado pelo governador Robinson Faria (PSD) não convenceu os policiais militares e civis que decidiram continuar o movimento.

Sem policiamento nas ruas de Natal, os bandidos estão agindo livremente. Pelo menos mais três lojas foram arrombadas e saqueadas na madrugada desta sexta-feira (22) nos bairros de Cidade Alta e Tirol, ambosa na Zona Leste da cidade. E, mais uma vez, ninguém foi preso.

Entre os estabelecimentos saqueados, está uma loja de departamentos e duas de vestuários. Os crimes se repetem pela segunda noite consecutiva. Na quinta-feira (21), cinco estabelecimentos foram alvo de criminosos.

DeFato