segunda-feira, 9 de abril de 2018

'La Casa de Papel' tem segunda temporada de novo absurda e divertida, mas sem impacto da primeira; confira a analise

A segunda temporada de "La Casa de Papel" chegou na sexta-feira (6) ao Brasil tão absurda e divertida quanto a primeira, lançada no ano passado.

Mas ela não tem o mesmo impacto de antes. Desta vez, são bem menos reviravoltas e falta a sensualidade de antes. Com clima bem mais tenso, os personagens parecem mais preocupados em discutir a relação do que em dar fim ao roubo. 

Sobre o que é 'La Casa de Papel'?
"La Casa de Papel", produzida pela rede espanhola Antena Tres e com exibição mundial pela Netflix, narra o plano de oito ladrões para assaltar a Casa da Moeda da Espanha.

Eles se trancam com reféns no prédio em Madri na tentativa de fabricarem seu próprio dinheiro no "maior roubo da história".

No Brasil, o seriado se tornou popular rapidamente: a trilha ficou entre as mais ouvidas do Spotify e a série ganhou vaga na lista de séries mais vistas do Netflix no Brasil.

Celebridades como Marília Mendonça e Carla Diaz se fantasiaram dos personagens da série. "La Casa de Papel" virou tema de festas, camisas, cartazes e discussões na fila do restaurante da firma.

A série é criada por Álex Pina. Ele começou a carreira como roteirista da versão espanhola do "CQC" ("Caiga quien Caiga", na Espanha), programa com versão brasileira exibida pela Band.

Discutindo a relação... até demais
Em grande parte desta segunda temporada, a série foca mais nas relações entre os personagens, especialmente no casal protagonista formado pela inspetora Raquel (Itziar Ituño) e o Professor (Álvaro Morte), chefe da quadrilha. Quem curtiu o ritmo frenético e as reviravoltas da primeira temporada pode usar a tecla ">>" sem hesitar.

Algumas cenas deliciosamente inverossímeis seguem ditando o ritmo meio amalucado, responsável por fazer "La Casa de Papel" ser descrita como "viciante" por seus fãs.

Você deve se lembrar da incrível capacidade do Professor de ocultar provas no tempo exato antes de alguém da polícia aparecer. Ele continua sendo o ninja de sempre.

Assista ao trailer da segunda temporada de 'La Casa de Papel'
A boa edição ainda é o maior trunfo da série e faz com que a segunda temporada não decepcione. A montagem tem ritmo de videoclipe e algumas vezes alterna o que está acontecendo no momento do assalto e os preparativos meses antes do crime.

Por outro lado, a trilha sonora está sempre no talo, com mais pieguice do que o recomendado para uma série tão bem acabada.

A primeira cena de ação mais emocionante demora muito a acontecer, quando os assaltantes botam as agora famosas máscaras de Salvador Dali pela primeira vez.

"La Casa de Papel" não repete o ritmo e impacto da primeira temporada, mas ainda diverte. Ela agora é mais uma série sobre pessoas se estrupiando umas com as outras e menos sobre um "assalto perfeito". Muita gente pode terminar esta segunda temporada querendo discutir a relação com o seriado.

G1