quarta-feira, 11 de abril de 2018

Preso que usou alvará de colega para sair de penitenciária no RN pela porta da frente é recapturado; falta um

Uma ação conjunta, realizada pelas polícias Civil e Militar na manhã desta quarta-feira (11), conseguiu recapturar um dos dois detentos que usaram alvarás de colegas de cela para deixarem a Penitenciária Estadual de Alcaçuz - maior presídio do Rio Grande do Norte. A 'espertesa' aconteceu na semana passada. Luciano Ferreira da Silva, de 30 anos, mais conhecido como 'Ventola', estava na cidade de Santa Cruz, a 120 quilômetros de Natal. Agora, falta recapturar Willian Carlos Souza de Oliveira, de 27, chamado de 'Lobo da Baixa'.

A recaptura de Ventola foi confirmada ao G1 pela Secretaria de Justiça e da Cidadania, órgão responsável pelo sistema prisional do estado. Segundo a Sejuc, Luciano Ferreira da Silva é sentenciado por assalto à mão armada e roubo. Ele, que estava preso em Alcacuz desde fevereiro de 2016, agora também vai responder por falsidade ideológica por ter se aproveitado do alvará de progressão de outro interno para deixar a penitenciária indevidamente, mesmo crime cometido por Lobo da Baixa, que continua foragido. 

A Sejuc também informou que Ventola foi encaminhado à Delegacia Regional de Santa Cruz, de onde deve ser transferido para uma unidade prisional.

Em nota, a Sejuc afirmou que tomou todas as medidas necessárias para identificar e responsabilizar pelo erro na liberação indevida dos internos.

Já os internos Gleyviton de Souza Caetano e Ailton Dantas dos Santos - os que realmente deveriam ter obtido a progressão de regime e deixado a pentienciária - perderam o direito e permanecem em regime fechado, em Alcaçuz.

Alcaçuz
Alcaçuz fica em Nísia Floresta, município da Grande Natal. A unidade, que em janeiro de 2017 foi palco do maior massacre da história do sistema prisional potiguar – quando 26 presos foram mortos durante um confronto envolvendo duas facções criminosas – passou por reformas e ganhou reforço na segurança. As obras de reconstrução custaram cerca de 3,2 milhões aos cofres públicos.

G1RN

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