quinta-feira, 17 de maio de 2018

36% da mão de obra potiguar está subutilizada, diz IBGE

Seguindo na contramão do país, o Rio Grande do Norte reduziu o número de pessoas desocupadas no primeiro trimestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado. A taxa que era de 16,3% no início de 2017 caiu para 14,9% em março deste ano. Ainda são 227 mil potiguares. Por outro lado, cresceu a força de trabalho subutilizada: 36,1%.

Esse número abrange os desempregados, aqueles que trabalham menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar mais e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego por motivos diversos). 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo também apontou o número de desalentados. Eles representam a parte da população que está da força de trabalho porque não conseguiu trabalho adequado, não tinha experiência ou qualificação necessária, ou era considerada muito jovem ou idosa para as vagas disponíveis. Também abrange os que não têm trabalho na localidade em que moram e que, se tivesse conseguido uma oportunidade, estaria disponível para assumir a vaga.

No RN, esse público representa 10,1% da força de trabalho. Pouco acima da média do Nordeste, de 9,7% e muito acima da nacional, que é de 4,1%.

As taxas de desocupação e subutilização potiguares também são maiores que a nacional, mas ficaram bem próximas da região Nordeste. No Brasil, segundo o IBGE, falta trabalho para um total de 27,7 milhões de pessoas. A taxa de desocupação nacional é de 13,1% e a subutilização da força de trabalho ficou em 24,7% no 1º trimestre de 2018. É a maior desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012.

G1RN