terça-feira, 29 de maio de 2018

Ministro da Casa Civil diz que governo 'não pensa' em aumento de impostos


Ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) deu entrevista coletiva no Palácio do Planalto (Foto: Isac Nóbrega/PR)
O ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, disse nesta terça-feira (29) que o governo do presidente Michel Temer "não pensa em aumento de impostos". A declaração do ministro ocorreu, no Palácio do Planalto, após reunião do gabinete que monitora os efeitos da paralisação dos caminhoneiros.

A hipótese de aumento de tributos foi levantada na segunda-feira (28), pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Ele disse que era uma alternativa para compensar a redução de R$ 0,46 no litro do diesel, concedido pelo governo para atender pedido de caminhoneiros grevistas. 

Porém, também nesta terça-feira (29), em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, Guardia voltou atrás e disse que o governo não considera mais a possibilidade de aumento de tributos para compensar a redução da Cide e do PIS-Cofins sobre o diesel.

"O que o governo fará para compensar essa redução de impostos [do diesel] é a redução de incentivos fiscais. Em nenhum momento o governo trabalha com a hipótese de aumento de impostos", declarou Guardia.

Mais cedo, na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o Congresso não vai aprovar um aumento de tributos para compensar a redução no preço do diesel.

Vantagens fiscais
Após a reunião de ministros de avaliação da paralisação dos caminhoneiros, Eliseu Padilha disse o governo não considera aumentar tributos, e sim em rever vantagens fiscais anterioremente concedidas a setores da economia.

"O presidente Temer não pensa em aumento de imposto. Vamos reduzir vantagens fiscais", afirmou Padilha. "Aumento de impostos, está afastada essa hipótese", completou.

Padilha disse que o Ministério da Fazenda está criando um conjunto de medidas compensatórias para equilibrar as contas após a redução do diesel.

"A Fazenda está criando um pool de medidas compensatórias, e essas medidas começam com a reoneração. Deveremos ter a votação entre hoje a amanha no Senado. Visto quanto resulta da reoneração, buscar-se-á o resto", disse Padilha.


G1

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