quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Chuvas de 2018 foram as melhores em 7 anos - Angicos ficou acima da média


Foto: Erick Souza/Blog do Carlos Costa
O volume de chuvas registrados no mês de julho no Rio Grande do Norte foi o maior dos últimos sete anos, segundo levantamento apresentado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN).

O levantamento do período chuvoso no estado analisa as chuvas registradas em todas as regiões do RN. Com o fim do mês de julho, praticamente o ano pluviométrico de 2018 chegou ao final, tanto para o semiárido potiguar como para as regiões do Leste e Agreste.

A análise realizada pela Unidade de Meteorologia da Emparn revela que, em relação às chuvas ocorridas no período de 2012 a 2017, quando ocorreu predominância de seca na maior parte do estado, o volume de chuvas nesses seis anos ficou 35,9%, abaixo da média para o estado, que é de 758,3 milímetros no período de janeiro a julho. Destaque para o ano de 2012, que choveu apenas 378,6 mm, volume que ficou 53,4% abaixo da média.

A avaliação dos dados mostra que o ano de 2018 apresentou um comportamento pluviométrico melhor, mesmo com algumas microrregiões apresentando chuva abaixo da média, do volume normal para o período. No balanço para o estado, o acumulado entre os meses de janeiro a julho de 2018 ficou em 734,6 mm, um volume bem próximo da média esperada, que é de 758,3 mm.

Segundo o meteorologista Gilmar Bristot, da Emparn, “o volume de chuvas registrado neste ano possibilitou a recuperação parcial do volume armazenado nos principais reservatórios do Rio Grande do Norte, amenizando de forma significativa o problema no abastecimento de água em muitos municípios do interior do estado”.

O destaque positivo, onde choveu acima da média, fica por conta das microrregiões de Macau (35%) e do Médio Oeste (20,2%), enquanto que o destaque negativo, onde choveu abaixo da média, fica for conta das microrregiões da Serra de São Miguel (-19,3%), Seridó Oriental (-13,3%), Borborema Potiguar (-16,4%) e o Agreste Potiguar com -16,0%.

A média climatológica utilizada neste estudo refere-se aos postos pluviométricos com mais de 30 anos de dados no período de 1963 a 2006.
  •  MICRORREGIÃO

Média jan/julho:

Jan/Julho-18

Média:
  • Mossoró  
  • 710,4       
  • 762,2       
  • 7,3 

  • Chapada do Apodi    
  • 689,3       
  • 760,1       
  • 10,3 

  • Médio Oeste    
  • 721,2      
  • 867,3       
  • 20,2

  • Vale do Açu      
  • 621,8       
  • 599,2       
  • -3,6
  • Serra de São Miguel  
  • 789,9       
  • 637,3       
  • -19,3
  • Pau dos Ferros 
  • 764,5       
  • 750,1       
  • -1,9
  • Umarizal  
  • 837,6       
  • 828,2       
  • -1,1
  • Macau     
  • 609,8       
  • 823,6       
  • 35,0
  • Angicos
  • 514,3       
  • 474,7      
  • -7,7
  • Serra de Santana
  • 615,5       
  • 573,4       
  • -6,8
  • Seridó Ocidental       
  • 694,8       
  • 720,2       
  • 3,7
  • Seridó Oriental 
  • 558,3       
  • 484,3       
  • -13,3
  • Baixa Verde      
  • 603,5       
  • 721,3       
  • 19,5
  • Borborema Potiguar
  • 523,9       
  • 437,9       
  • -16,4
  • Agreste Potiguar
  • 721,0       
  • 605,3       
  • -16,0
  • Litoral Nordeste
  • 948,1       
  • 712,7       
  • -24,8
  • Macaíba  
  • 1171,9     
  • 839,0       
  • -28,4
  • Natal        
  • 1249,1
  • 1435,8     
  • 14,9
  • Litoral Sul
  • 1061,7     
  • 924,2       
  • -13,0
  • Media Estado   
  • 758,3       
  • 734,6       
  • -2,2
DeFato

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