domingo, 28 de outubro de 2018

RECADO DADO: Barroso avisa que se houver riscos para a democracia, o “STF desempenhará seu papel”


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou neste domingo (28), após votar em Brasília, que a Suprema Corte desempenhará seu papel, caso se configurem riscos para democracia. Segundo o magistrado, as pessoas têm manifestado “muitos temores democráticos” nessas eleições.

Na visão de Barroso, esse cenário de rompimento da democracia não acontecerá. Para ele, a sociedade brasileira já amadureceu para não correr esses riscos. “Onde houver riscos, o STF desempenhará seu papel”, declarou o ministro a jornalistas após votar na Escola de Administração Fazendária, na capital federal no início da tarde deste domingo.

“Esta demanda por integridade, idealismo, patriotismo, traz junto com si uma exigência da democracia como premissa de qualquer coisa. Democracia significa que a maioria governa e respeita o direito de todos”, complementou.

Luís Roberto Barroso também avaliou que o processo eleitoral é uma “renovação dos votos democráticos de um país”. “Os países passam pelo que têm de passar para amadurecerem e se aprimorarem. O processo eleitoral, em si, pode ter vencedores e vencidos mas, no dia seguinte, o que existe são os cidadãos plenos.”

De acordo com o ministro do Supremo, o Brasil experimentou “uma polarização sem precedentes” nas eleições deste ano. Ele ponderou, entretanto, que “quem ganha uma eleição não é presidente nem do PSL e nem do PT, e sim do Brasil”.

Em outro trecho do pronunciamento à imprensa, Barroso disse que, em alguns momentos, o STF esteve dividido no enfrentamento da corrupção pois, segundo ele, “havia laços históricos que precisavam ser desfeitos e isso trazia muita dificuldade”.

“Em matéria de proteção dos direitos fundamentais, o Supremo tem sido firme e unido, como essa questão envolvendo a censura nas universidades bem demonstrou. De modo que eu tenho muita fé no futuro, porque eu tenho fé na democracia e em um país que seja capaz de viver com uma sociedade civil mobilizada, com livre iniciativa, com movimento social”, concluiu o magistrado.

G1