sábado, 13 de julho de 2019

RN avalia encurtar prazos de concurso para que novos PMs comecem em 2020


O secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Francisco Canindé de Araújo, disse que a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, avalia encurtar o cronograma do último concurso da Polícia Militar, para que o novo pessoal seja incorporado já no ano que vem. Segundo o último calendário, divulgado no início deste mês, os novos policiais só começariam a trabalhar em 2021.

“Acreditamos que, na próxima semana, a governadora vai anunciar uma mudança nesse cronograma. Vai haver um encurtamento. Ela garantiu que esse efetivo será incluído antes do que estava previsto no edital. Ela tem total interesse de, no início do próximo ano, esse efetivo ser incorporado às fileiras da PM para fazer o curso”, declarou o coronel, em entrevista ao programa “Manhã Agora”, da rádio Agora FM (97,9). Segundo ele, a governadora potiguar conversa com representantes da Procuradoria Geral do Estado e do Ministério Público para oficializar as mudanças no cronograma.

O mais recente concurso da PM foi iniciado em setembro de 2018. São oferecidas 1 mil vagas para praças, sendo 938 postos para homens e 62 para mulheres.

De acordo com o último cronograma divulgado pelo Governo do Estado, o Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade), responsável pela aplicação das provas, tem até o final deste mês para concluir a reclassificação e a correção da redação. Depois disso, estão previstas cinco etapas, nas quais serão realizados exames clínicos dos candidatos, testes de aptidão física, exame psicológico, investigação social e avaliação de títulos. Essa etapa final está prevista para ser concluída apenas em junho do ano que vem. Depois dela ainda vem o curso de formação dos praças, com previsão de duração de nove meses e meio.

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte não tinha concurso público desde 2005. Atualmente, segundo o coronel Araújo, o déficit no efetivo da corporação é de 50%. “Está previsto um efetivo de 14 mil policiais e temos por volta de 7 mil. Na Polícia Civil, é a mesma coisa, funciona com 27% do que é previsto. Hoje a polícia é formada por abnegados com uma sobrecarga de trabalho”, destacou o secretário de Segurança.

Coronel Araújo ressalta que, além de praças, há um déficit grave no corpo de oficiais da Polícia Militar. Ele destacou que faltam principalmente tenentes. O secretário de Segurança enfatizou que recompor o efetivo é uma das duas principais prioridades do governo Fátima Bezerra. A outra meta é regularizar o pagamento de salários o mais rápido possível. “Haverá um concurso para o ingresso no curso de formação de oficiais. A formação também será diferenciada”, explicou, antecipando que o governo buscará celeridade na execução do certame para que o efetivo seja reforçado mais rapidamente.

Agora RN

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