segunda-feira, 5 de agosto de 2019

O 5G pode ou não fazer mal à saúde? Saiba o que a ciência tem a dizer

O 5G é uma realidade cada vez mais concreta. Estados Unidos e Coreia do Sul já detém a tecnologia que traz alta velocidade de transferência e um novo padrão de internet móvel. Porém, junto com a evolução também vem o medo.  Muito se fala dos perigos que o 5G pode fazer ao ser humano, principalmente relacionado a saúde. Será?

Bom… o temor já é visível. Recentemente, um projeto de lei foi apresentado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina que quer proibir testes e a instalação da tecnologia 5G no estado. O projeto se baseia em um vídeo que mostra centenas de pássaros mortos em Haia na Holanda, supostamente causados pela radiofrequência da rede de internet de quinta geração. Na verdade, o vídeo citado pelos deputados, nada mais é que uma notícia infundada, já que as mortes dos pássaros não apresentaram nenhuma evidência que foram motivadas pelos testes de 5G.

Calma, que não é difícil de entender. Já que o 5G é uma evolução do 4G, ele traz algumas diferenças e mudanças para o cenário de telefonia. Todos celulares usam onda de rádio e, para o 5G, serão usadas as ondas milimétricas, que são ondas bem mais altas que as emitidas pelo 4G com mais de 24 GHz. Para comparar, a frequência mais alta do 4G é de 2,6 GHz, ou seja, 10 vezes menor.  Então, por ser mais alta, essa onda é mais perigosa? Ao contrário. Por serem mais altas, elas possuem mais dificuldade de penetração.

Por isso, que a instalação do 5G vai demandar muitas antenas espalhadas pelas cidades para conseguir chegar nas casas e prédios, já que as ondas vão ter mais dificuldades para atravessar paredes e obstáculos sólidos.

Nesse momento de tanta informação, e interesses comerciais, muitas notícias acabam se espalhando e gerando uma grande preocupação com o avanço da tecnologia 5G. Dito isso, qual seria então a origem desse boato? As críticas ao novo padrão são todas baseadas no mesmo estudo, o Microwave Absorption in Brain Tissue ou Absorção de Microondas em Tecido Cerebral, que aponta o Wi-fi, os celulares e ondas de rádio como prejudiciais ao nosso encéfalo e causadores de câncer. Ele foi elaborado pelo consultor e físico Bill Curry, no ano 2000. Só que os testes que ele fez foram diretamente em células e, por isso, ele não considerou um fator que faz toda a diferença: a proteção da pele e músculos do homem. Mesmo assim, isso não quer dizer que tudo que vemos falar sobre isso sejam teorias da conspiração.

É importante lembrar que já convivemos com frequências altas de rádio há certo tempo, como nos telefones sem fio e o forno microondas. Se essas ondas de rádio estivessem muito incisivas a ponto de desenvolver o câncer, todo esse tempo de convívio mostraria um grande aumento no número da enfermidade, e não é isso que acontece.

Nos resta aguardar e ficar de olho nessa tecnologia. Ano que vem, o Brasil vai leiloar partes importantes do espectro de frequências e, para o 5G, as faixas que estão sendo estudadas são as de 2,3 GHz, 3,4 GHz e 26GHz. O leilão deve movimentar 20 bilhões de reais para a Anatel.

Olhar Digital

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