quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Governo do RN inicia comemoração do centenário de Paulo Freire, que acontece em 2021


Dando início às atividades comemorativas e de reflexão sobre a vida e obra do patrono da Educação brasileira, o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer, dará início nesta quarta-feira (25) às festividades do Centenário de Paulo Freire, a ser celebrado apenas em 2021. O lançamento acontecerá em Angicos (RN) e contará com a presença de autoridades governamentais, educadores, lideranças, admiradores e personalidades ligadas ao educador.

Serão dois anos de atividades, que chegarão em todas as regiões do RN, por meio de ciclos de debates, oficinas, palestras, aulas de campo, produção de conteúdo e discussões em espaços públicos. “Ele nos deu a oportunidade de entender uma forma de pedagogia singular, cuja obra é uma das mais citadas no mundo no campo das ciências humanas. Paulo Freire é uma ideia, não morre”, explica o professor Getúlio Marques, secretário de Educação do RN.

Para tornar possível esse movimento, a SEEC instituiu um grupo de trabalho para dar forma às ideias e operacionalizar as atividades que estão sendo construídas. Um dos braços desse grupo está na 8ª Diretoria Regional de Educação e Cultura (Direc), que reúne os municípios de Afonso Bezerra, Bodó, Fernando Pedroza, Lajes, Pedro Avelino, Santana do Matos e Angicos, a cidade sede. “Trata-se de um trabalho feito com as expertises e empenho de muitos admiradores do grande educador que é Paulo Freire”, explica Francisca das Chagas Marileide, diretora da 8ª regional.

“As 40 horas de Angicos”

Em Angicos, no ano de 1963, Paulo Freire desenvolveu um método de alfabetização, com duração de 40 horas, considerado inovador e que se mostrou eficaz. Baseando-se em experiências de vida das pessoas, Paulo Freire deixou de lado cartilhas que apresentavam “vovó viu a uva” e passou a trabalhar com o conceito de “palavras geradoras”, que tinha como foco a realidade de cada trabalhador que estava sendo alfabetizado. Em vez de “bambu”, os agricultores eram familiarizados com palavras que faziam parte da sua rotina, como “terra”, “feijão”, “enxada”, “planta”. Com o desenrolar da fonética das palavras geradoras, Paulo Freire foi expandido os conhecimentos de seus alunos.

“Angicos é um pedaço vivo da história freiriana. Não existe um lugar melhor para lançarmos as festividades. Temos a oportunidade de reascender um pensamento que mudou toda uma realidade e que hoje, mais do que nunca, se faz necessária”, frisa professora Márcia Gurgel, secretária adjunta da Educação do RN.

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