Os autores do estudo usaram o
espectrofotômetro SPHEREx, da NASA, para estudar o cometa em agosto e dezembro.
Eles notaram um aumento drástico na atividade, típico de cometas que se
aproximam do Sol, e coletaram dados que ajudam a entender onde esse fragmento
congelado pode ter se formado.
O estudo mostrou que todos os
tipos de gelo do cometa estão sublimando, ou seja, passando diretamente do
estado sólido para o gasoso. Essa vaporização forma a coma, a atmosfera difusa
que envolve o núcleo do cometa. Entre os gases liberados estão água, dióxido de
carbono, monóxido e nitreto. A distribuição dessas moléculas é quase circular,
enquanto os hidrocarbonetos e a poeira têm padrões diferentes.
A poeira, mais pesada, cria a chamada anticauda, uma cauda extra que aponta para o Sol, e que é relativamente rara. Já os hidrocarbonetos, menos móveis, surgem na coma apenas após a sublimção do gelo de água. Observações de dezembro mostraram moléculas que não tinham sido detectadas antes, sugerindo que estavam aprisionadas ou cobertas pelo gelo.