Com a possibilidade cada vez mais concreta de o vice-governador Walter Alves assumir (OU NÃO) o comando do Governo do Estado a partir de abril, o tabuleiro político do Rio Grande do Norte começa a se movimentar com mais intensidade. Ainda que nada esteja oficialmente definido, é visível que novas alianças estão sendo costuradas nos bastidores, e os partidos já se organizam pensando no próximo pleito estadual. O momento é de cautela, diálogo e, sobretudo, de posicionamento estratégico.
A governadora Fátima Bezerra, que pretende disputar a reeleição, sabe que precisará manter um palanque forte, competitivo e bem articulado. A disputa não será simples. Do outro lado, surgem nomes de peso, como o senador Styvenson Valentim, que mantém forte presença popular, e a senadora Zenaide Maia, que também se movimenta com desenvoltura no cenário estadual. Correndo por fora, o presidente da Federação dos Municípios do RN, Babá Pereira, também começa a ganhar destaque. Com apenas duas vagas em jogo, a matemática política é clara: alguém ficará de fora, e as decisões tomadas agora serão determinantes para o desfecho lá na frente.
Nos últimos dias, Fátima publicou nota destacando que a atual aliança deverá ouvir as direções nacionais do PT e do MDB, sinalizando que o jogo não será decidido apenas no âmbito local. Isso reforça a tese de que o cenário ainda está em construção e que muita água vai rolar até a definição final. Há ainda outros nomes circulando nos bastidores — como o de Babá Pereira, que cresce silenciosamente e merece atenção —, mas sobre isso falarei em outra oportunidade. O fato é que o xadrez político potiguar já começou a ser montado, e cada movimento conta.

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