Os investimentos feitos pelo Governo do Rio Grande do Norte na área penitenciária ao longo dos últimos sete anos reduziram de forma expressiva os registros de fugas no Estado. Entre 2015 e 2018, foram contabilizadas 877 ocorrências. De 2019 a 2026, o número caiu para 31, resultado que coloca o RN entre os melhores do Nordeste nesse indicador.
A Penitenciária Estadual de
Alcaçuz, em Nísia Floresta, maior unidade prisional do Estado, está há cinco
anos sem registro de fuga. Segundo o governo, o desempenho está relacionado a
ações em infraestrutura, tecnologia, gestão e capacitação de policiais penais.
Os dados foram apresentados à governadora Fátima Bezerra nesta sexta-feira 16 durante reunião de planejamento estratégico para 2026, pelo secretário da Administração Penitenciária, Helton Edi, e pela secretária adjunta Arméli Brennand. “Apresentamos os melhores indicadores do Nordeste no controle de celulares em presídios e um dos melhores resultados do País em relação ao controle e à segurança. Em 2025, ocorreu apenas uma fuga no Estado, com dois fugitivos, que foram recapturados”, afirmou Helton Edi.
O desempenho também foi
registrado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais durante as operações
MUTE, que posicionaram o Rio Grande do Norte entre os estados com maior
eficiência na repressão à entrada de aparelhos eletrônicos e celulares nas
unidades prisionais.
De acordo com Helton Edi, os
resultados decorrem de investimentos contínuos em tecnologia e valorização
profissional, como aquisição de pórticos detectores de metais, equipamentos de
bodyscan e ampliação da capacitação permanente dos policiais penais.
Para 2026, a Secretaria da
Administração Penitenciária prevê R$ 48 milhões para ampliação de vagas, obras
e reformas estruturais, além de R$ 78 milhões destinados a ações de
assistência. Também estão previstos reforços operacionais, com renovação da
frota de veículos, implantação de câmeras corporais e aquisição de mais de R$ 1
milhão em equipamentos de informática e tecnologia.
Atualmente, o sistema
prisional do Rio Grande do Norte abriga 14.321 pessoas privadas de liberdade,
em todos os regimes.
Agora RN
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