Nos bastidores da política potiguar, a decisão de Walter Alves de apoiar
o projeto de Alysson Bezerra mexeu com o tabuleiro. A notícia, amplamente
divulgada nesta quarta, 14, veio forte e contundente. Confesso que,
acompanhando de perto, percebi que não foi apenas uma escolha de conveniência,
mas um movimento calculado para dar musculatura ao MDB e garantir espaço nas
articulações de 2026. É aquele tipo de decisão que, olhando de fora, parece
simples, mas por dentro envolve conversas, negociações e até algumas renúncias.
Do lado positivo, Walter se posiciona ao lado de um pré-candidato que
vem crescendo em popularidade e que conseguiu atrair partidos estratégicos como
PP e PSD. Isso fortalece sua imagem de articulador e dá ao MDB a chance de
estar em um palanque competitivo. Além disso, o gesto mostra pragmatismo: em
política, quem não se movimenta acaba ficando para trás.
Mas também existem alguns entraves. Ao se alinhar com Alysson, Walter pode enfrentar resistências internas e críticas de adversários que enxergam nesse apoio uma aproximação com a “velha política”. Há ainda o risco de tensões dentro da Assembleia, onde outros nomes buscam protagonismo, e Ezequiel pode recuar nas intenções de se filiar ao MDB. No fim das contas, é uma jogada ousada: pode render frutos e consolidar alianças, mas também abre espaço para rompimento com o PT, o que acaba se intensificando durante 2026.

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