Nos últimos meses, as sondagens eleitorais no Rio
Grande do Norte têm mostrado um quadro levemente
desfavorável para a governadora Fátima Bezerra, apesar de
seu importante protagonismo político estadual. Em praticamente todas as
pesquisas estimuladas, Styvenson Valentim aparece isolado na liderança para uma
das duas vagas ao Senado, com margens significativas sobre os demais nomes,
enquanto Fátima oscila em posições que a colocam ligeiramente atrás ou na cola de Zenaide Maia, dependendo
do instituto e da pergunta — primeiro ou segundo voto — e com altos percentuais
de indecisos ainda no tabuleiro eleitoral.
Esse cenário reflete
também a avaliação crítica ao atual
governo estadual, com índices de desaprovação em patamares altos em
várias regiões, o que se traduz em desgaste político além do simples “cansaço
de mandato”. Essa realidade impõe à
Fátima um desafio de reconstruir narrativa e percepção do eleitorado: ao
mesmo tempo em que precisa consolidar sua base petista, deve ampliar diálogo
com segmentos de centro e até moderados que hoje veem na polarização entre
Valentim e Maia opções mais palatáveis.
O foco estratégico
de sua campanha e militância deverá, portanto, partir de três pilares: (1) ressignificar seus feitos no Executivo,
transformando conquistas de políticas públicas em histórias de impacto direto
na vida das pessoas; (2) ampliar alianças
e gestos para além da militância tradicional, buscando costurar apoios
locais e regionais que possam compensar sua rejeição em alguns setores; e (3) criar diferenciais claros perante Styvenson e
Zenaide, especialmente na defesa de bandeiras como educação, saúde e
desenvolvimento regional — temas com os quais Bezerra historicamente dialoga
bem — para fazer uma narrativa que não seja apenas de crítica à gestão, mas de
promessa e projeto para o futuro potiguar. Em
política, como na vida, quem questiona o status quo precisa, sobretudo,
apresentar uma alternativa crível.

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