A informação foi confirmada nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Saúde Pública do estado (Sesap). O fungo gera preocupação das autoridades de saúde por ser resistente a medicamentos. Ele se instala principalmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido no ambiente hospitalar.
A presença do fungo no paciente foi alertada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) no dia 20 de janeiro e confirmada com testes de genotipo um laboratório em São Paulo.
Segundo a Sesap, o paciente segue internado tratando a condição de saúde cardíaca que o levou ao hospital e tem um quadro estável. A pasta ainda informou que, atualmente, não há nenhum outro caso em investigação e que a situação do paciente supervisionada pelo Ministério da Saúde.
Paciente está 'colonizado'
Em janeiro, o médico infectologista Eduardo Teodoro, que atua no Hospital da PM, informou que paciente não apresentava infecção causada pelo fungo, mas uma colonização.
“A infecção acontece quando o micro-organismo está causando doença no paciente. Já a colonização ocorre quando o fungo está presente na pele ou em algum local do corpo, mas sem provocar doença”, explicou.
“Quando há infecção, fazemos o tratamento antifúngico. Quando é colonização, a principal medida é a prevenção, para evitar a disseminação dentro do ambiente hospitalar. É exatamente o que está sendo feito”, afirmou.
O que é o superfungo e por que ele é considerado uma ameaça à saúde pública
O paciente deu entrada na unidade no dia 16 de janeiro com quadro de insuficiência cardíaca. Durante a internação, foram coletadas amostras de rotina. No dia 20 de janeiro, por volta das 13h, o laboratório emitiu o alerta sobre o fungo.
O hospital informou que adotou imediatamente todas as medidas de vigilância e prevenção recomendadas pela Anvisa, como isolamento de contato do paciente, reforço das orientações de higiene e comunicação à equipe de saúde.
Fungo raro e resistente
A Candida auris é considerada um fungo emergente e raro no Brasil, com registros em poucos estados. Já houve casos em estados como Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. A infecção pode ser fatal.
Superfungo no Brasil
O Candida auris foi identificado pela primeira vez em 2009, no ouvido de uma paciente internada no Japão.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi notificada sobre o possível primeiro caso positivo de Candida auris no Brasil em dezembro de 2020, em um paciente internado na Bahia. O superfungo foi identificado após análises laboratoriais. Desde então, o país registrou diversos surtos.
De acordo com um alerta publicado em 2023 pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, pesquisas sugerem que os fatores de risco para Candida auris incluem internação em unidades de terapia intensiva, hospitalização prolongada ou em instituições de longa permanência, uso de cateter venoso central e outros dispositivos invasivos, tratamento prévio com antifúngicos, cirurgia recente, imunossupressão e diabetes.
G1RN
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