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Novo imposto trata-se da taxa de proteção contra
incêndio, salvamento e resgate em via pública
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Uma boa e uma má notícia para os proprietários de
veículos no Rio Grande do Norte. A boa é que o Conselho Nacional de Seguros
Privados (CNSP) aprovou na quinta-feira (13) a redução média de 63,3% do valor
do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos (DPVAT) no
próximo ano. Já a má é que o Governo do Estado criou uma nova taxa veicular que
começa a ser cobrada em 2019.
O novo imposto trata-se da taxa de proteção contra
incêndio, salvamento e resgate em via pública.
O Corpo de Bombeiros e o Departamento Estadual de
Trânsito do Rio Grande do Norte (DETRAN/RN) assinaram convênio, na última
terça-feira (10), para operacionalizar a cobrança dessa taxa, que varia de R$
15,00 (motocicletas) a R$ 80,00 (transporte de carga perigosa).
Os valores arrecadados com essa taxa serão destinados
exclusivamente para a manutenção e execução operacional do Corpo de Bombeiros.
O Corpo de Bombeiros confirmou ao JORNAL DE FATO que a
taxa será cobrada a partir do próximo ano, juntamente com os outros tributos
anuais aplicados aos veículos.
Por outro lado, haverá reduções do DPVAT, que ocorrerão
de forma diferenciada conforme o tipo de veículo. Automóveis particulares,
táxis e carros de aluguel, veículos ciclomotores e máquinas de terraplanagem,
tratores, caminhões, picapes, reboques e semirreboques terão o Dpvat reduzido
em 71%. No caso dos automóveis particulares, a tarifa cairá de R$ 41,40 para R$
12,00.
Os ônibus, micro-ônibus e lotações terão o seguro
reduzido em 79%. Já o seguro para as motocicletas e motonetas, que concentram a
maior parte dos acidentes de trânsito que demandam o acionamento do Dpvat,
cairá menos e ficará 56% mais barato.
Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a redução
dos prêmios tarifários foi possível porque o montante de recursos acumulados
atualmente é superior às necessidades do Dpvat. A pasta atribuiu a sobra de
recursos ao combate às fraudes, que levou a uma redução significativa dos
sinistros e à rentabilidade das reservas do fundo que compõe o seguro.
O ministério informou ainda que os percentuais de redução
variaram de acordo com o tipo de veículo para reduzir o subsídio às motos.
Apesar de concentrar 74% das indenizações, as motocicletas correspondem a
apenas 27% da frota nacional.
Segundo a Fazenda, as reservas são mais que suficientes
para garantir a solvência de longo prazo do Seguro Dpvat, que paga indenizações
em torno de R$ 2 bilhões por ano.
CRÍTICA
Em nota, a Seguradora Líder, administradora dos recursos
depositados pelos motoristas, criticou a medida e destacou que a redução do
seguro obrigatório pelo terceiro ano seguido (37% em 2017, 21% em 2018 e 63,3%
em 2019) comprometerá a destinação dos recursos para as áreas sociais. “O
melhor teria sido avançar em uma proposta que efetivamente garantisse melhores
benefícios aos brasileiros, em especial aos menos favorecidos, permitindo
cumprir com maior efetividade o papel social do Seguro Dpvat”, ressaltou o
texto.
DeFato com Agência Brasil
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