Processo de desertificação em Fernando Pedroza (RN) — Foto: Cedida
Um estudo inédito realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federal do Ceará (UFC) revelou a ampliação das áreas afetadas pela desertificação no estado. Agora, o fenômeno atinge pelo menos 62 municípios potiguares, correspondendo a cerca de 15% do território, ou seja, aproximadamente 8.359 km².
A pesquisa identificou cinco novas Áreas em Processo de Desertificação (APDs), além do já conhecido Núcleo do Seridó. Entre elas, o destaque é para o Sertão Central, que possui a maior área afetada, com cerca de 2.580 km², tornando-se a região mais extensa dentro do novo mapeamento.
A desertificação é um processo de degradação ambiental das terras, comum em regiões secas como o semiárido. Ela ocorre quando o solo perde sua capacidade produtiva, a vegetação diminui ou desaparece e os recursos hídricos se tornam cada vez mais escassos. Esse processo é causado pela combinação de fatores naturais — como o clima seco e a irregularidade das chuvas — com ações humanas, como o desmatamento, a pecuária intensiva e a agricultura sem manejo adequado.
Nas chamadas Áreas em Processo de Desertificação, esses impactos já são visíveis e comprometem diretamente a vida das populações, afetando a produção rural, o abastecimento de água e o equilíbrio ambiental.
O levantamento mostra que o problema no Rio Grande do Norte é mais amplo do que se imaginava, avançando além do tradicional Seridó e atingindo regiões do Oeste e do Sertão Central. Apesar disso, especialistas apontam que parte das áreas ainda pode ser recuperada, desde que haja ações de manejo sustentável, recuperação ambiental e políticas públicas eficazes.
Informações do G1RN
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