As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que as pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (21) apontam para uma eleição indefinida, com chances de vitória para ambos os candidatos.
No campo de Flávio, a avaliação é de que os votos estão consolidados nos dois polos e que há pouca margem para mudanças. A campanha considera decisivo o eleitor que votou em outros candidatos no primeiro turno. Segundo estimativas internas, cerca de 60% desse grupo apoiaria Flávio, 30% Lula e 10% não compareceriam às urnas.
Aliados do senador também avaliam que Lula tem sido beneficiado pela condição de presidente, com medidas do governo implementadas às vésperas da votação, além do avanço de investigações envolvendo Flávio, como a que apura sua relação com o advogado Willer Thomaz.
Já a campanha petista atribui a recuperação de Lula à exposição de pontos negativos do adversário, como a mudança de posição sobre a PEC que prevê o fim da escala 6x1 e possíveis impactos de seu plano econômico sobre os direitos sociais. Na pesquisa Quaest, Flávio aparece com rejeição de 52%, contra 47% de Lula.
Para os aliados do presidente, os eleitores que se abstiveram no primeiro turno continuam sendo fundamentais, assim como aqueles que podem mudar de voto após a campanha negativa contra o senador, que deve seguir até domingo. Entre as principais estratégias citadas estão os temas envolvendo Willer Thomaz, o Bolsa Família e possíveis cortes de gastos públicos.
CNN Brasil