quarta-feira, 11 de abril de 2018

Grande Natal registra 31 pessoas desaparecidas nos primeiros meses de 2018

A Delegacia Especializada de Capturas e Polinter (Decap) é a responsável no trabalho de investigação nos casos de pessoas desaparecidades no Rio Grande do Norte. O último registro data de exatamente duas semanas atrás, no dia 28 de março,  no bairro da Redinha, Zona Norte de Natal. Trata-se justamente do caso de Yasmin Lorena, de apenas 12 anos de idade.

Yasmin sumiu sem deixar vestígios após ser solicitada por sua mãe para deixar uma pequena quantia de dinheiro na casa de uma vizinha, há apenas 200 metros de sua própria residência. A menina foi e não retornou, deixando um vazio em sua família e familiares, que desde então, estão organizando protestos na esperança de traze-la de volta para casa. A família de Yasmin não é a única que vive essa agonia. 

Em 2018 a Decap já são registrou 31 pessoas desaparecidas, sendo 17 delas do sexo masculino e 14 do feminino, com idades entre 10 a 58 anos. Deste número, 10 são menores de idade e 8 são do sexo feminino, incluindo Yasmin. Apenas no mês de março foram registrados 12 casos, ou seja, quase a metade do total. Até o momento, segundo os registros, 6 pessoas foram localizadas. Porém, de acordo com o chefe de investigação, Marcelo Siqueira, este número é bem maior.

“O que acontece é que muitas vezes a família registra o desaparecimento de uma pessoa que é usuária de drogas ou que apenas deu uma ‘sumida’ e, quando essa pessoa retorna, a família não informa à polícia, que continua tocando as investigações”, disse Siqueira.

Já no ano de 2017, foi registrado um total de 55 pessoas desaparecidas. Deste total, cerca de 47 pessoas foram localizadas pela polícia, dando um total de 85% de casos resolvidos. Um número que remete um valor positivo, já que, dos encontrados, apenas 4 tiveram registro como óbito.

Dentre este número, cerca de 31 pessoas são do sexo masculino e 24 do sexo feminino, com idades entre 12 a 80 anos. A Polícia Civil remete o sucesso na solução dos casos à investigação rigorosa que é exercida, uma vez que todas as informações sobre a pessoa desaparecida são investigadas e levadas em consideração pelos agentes, que, na maioria das vezes, obtém sucesso no processo.

O caso de Yasmin agora é conduzido pela Delegacia Especial de Defesa da Criança e do Adolescente (DCA) por se tratar de um caso onde há suspeitas de envolvimento de terceiros em seu desaparecimento. A Polícia trata de diversas hipóteses, mas não descarta a de que a menina possa estar viva. Entre tantos casos, as autoridades trabalham para que este seja mais um onde o status possa, por fim, deixar de estar em branco e ser preenchido pela palavra “Encontrada”.

Agora RN