Os praças da Polícia Militar e
do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte decidiram adiar para a outra o dia
26 de maio o indicativo de greve da categoria. A paralisação vai acontecer caso
o Governo do Estado não reabra as negociações sobre 11 pontos da pauta de
reivindicação.
A decisão saiu depois da
realização de uma audiência pública ocorrida nesta sexta-feira (16) na
Assemblaia Legislativa com a finalidade de debater a valorização dos praças
militares. O presidente da Associação dos Sargentos e Subtenentes da PM, Eliabe
Marque da Silva, disse que a categoria deliberou o adiamento do indicativo de
greve a pedido de alguns deputados estaduais que temiam por um retrocesso pra
votação da Lei de Praças, prevista para terça-feira (20).
Porém, o sargento Eliabe
Marques confirmou que já na quinta-feira (22), os praças voltam a montar acampamento
com os policiais que estão de folga, a fim de pressionar o governo. Segundo
ele, havia o compromisso do governo de apresentar uma agenda de encaminhamentos
no dia 5 de maio, coisa que não ocorreu até o fim da tarde desta sexta-feira
(16).
“Se não tiver um fato novo, a
greve está mantida”, disse Eliabe Alves ao TN On line, por telefone, para
explicar que a primeira data do
indicativo de greve foi tirada no dia 7 de maio, depois da paralisação
de dez horas ocorrida no dia 22 de abril com a finalidade de pressionar o
governo a abrir negociação com as duas categorias de praças militares.
Ele disse que o envio do
projeto de lei relativo à promoção de praças atende, em parte, a reivindicação
da categoria, porque sua aplicação só terá efeito a partir de abril de 2015.
Segundo Marques, havia o temor
de alguns deputados que a deflagração da greve dia 19 “pudesse atrapalhar a
votação da lei de praças no plenário”, inclusive com a aprovação de seis
emendas que visam melhorar e trazer mais benefícios para as corporações
militares, caso houvesse obstrução da pauta de votação pela bancada da situação
na Casa legislativa.
Uma dessas emendas, afirmou
Marques, garante a promoção de praças como um direito, vinculado a um ato
administrativo. O texto original do governo prevê que a promoção ficaria sob a
opção do comandando da corporação.
Outra emenda garante que o
Estado ofereça, anualmente, cursos de qualificação e aperfeiçoamento para a
promoção de praças, além daquela que estende aos sargentos do efetivo atual o
direito à promoção, coisa que estava garantida apenas para os futuros sargentos
das tropas.
Tribuna do norte
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