Coronel Hélio lidera numericamente o segundo voto, com 15,78%, seguido por Zenaide, com 15,26%, e Rafael, com 14,77%. A distância entre o primeiro e o terceiro colocado é de apenas 1,01 ponto percentual, inferior à margem de erro de 2,53 pontos. Na prática, os três estão tecnicamente empatados.
O cenário contrasta com a primeira opção de voto, na qual o senador Styvenson Valentim aparece com ampla vantagem. Candidato à reeleição, ele é citado por 44,13% dos entrevistados, mais que o dobro dos 19,08% alcançados por Zenaide, segunda colocada. Samanda Alves (PT) aparece depois, com 7,39%, seguida por Rafael, com 6,99%, e Coronel Hélio, com 3,11%.
Os dados indicam que Styvenson está consolidado principalmente como primeira escolha do eleitor. Dos 52,63% que o senador alcança na soma das duas opções, 44,13 pontos vêm do primeiro voto e 8,50 pontos do segundo. Sua força está, portanto, na preferência prioritária de uma parcela expressiva do eleitorado.
Zenaide apresenta uma distribuição mais equilibrada. A senadora registra 19,08% como primeira opção e 15,26% como segunda, alcançando 34,34% na soma geral. Esse desempenho mantém a candidata do PSD na segunda colocação, mas também mostra que uma parte relevante de seus votos depende da combinação feita pelo eleitor com outro nome.
Esse resultado explica a estratégia da coligação Esperança e Trabalho (União Brasil-PP-MDB-PSD-Republicanos-Avante-Solidariedade-PRD) de apresentar um segundo candidato ao Senado: o vereador de Natal Tércio Tinoco (União). A presença de um companheiro de chapa pode frear o crescimento de adversários, diminuindo o risco à reeleição de Zenaide. O nome de Tércio não foi testado no levantamento porque os questionários foram aplicados antes do lançamento da pré-candidatura.
A dependência do segundo voto é ainda maior para Rafael e Coronel Hélio. Rafael alcança 6,99% como primeira escolha e 14,77% como segunda, chegando a 21,76% na soma. Hélio tem apenas 3,11% na primeira opção, mas lidera a segunda com 15,78%, totalizando 18,89%. Assim, mais de 80% das intenções de voto do candidato do PL vêm da segunda escolha dos entrevistados. O militar tem apostado cada vez mais na estratégia de se ligar a Styvenson, buscando atrair para si os eleitores do aliado.
Samanda apresenta uma configuração diferente. A vereadora aparece em terceiro lugar no primeiro voto, com 7,39%, mas cai para a quinta posição na segunda opção, com 4,01%. Na soma, alcança 11,40%. Para avançar na corrida, a candidata do PT precisará ampliar principalmente sua capacidade de aparecer como voto complementar dos eleitores de outros candidatos, segundo a Exatus.
Segundo voto pode definir a disputa
Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, a capacidade de conquistar o segundo voto será determinante para o resultado. Um candidato pode não aparecer entre as primeiras escolhas, mas compensar essa desvantagem sendo citado com frequência como alternativa complementar.
Essa dinâmica explica por que Coronel Hélio, apesar de ocupar a quinta posição no primeiro voto, sobe para o quarto lugar na soma geral e se aproxima de Rafael. Também ajuda Zenaide a conservar uma vantagem mais ampla sobre os adversários, ao combinar percentuais relevantes nas duas opções.
Na soma geral, Styvenson lidera com 52,63%, seguido por Zenaide, com 34,34%. Rafael aparece com 21,76%, Hélio tem 18,89% e Samanda registra 11,40%. Como estão em disputa duas vagas, a soma dos percentuais encontrados na pesquisa pode alcançar até 200%.
Em comparação com a pesquisa anterior da Exatus, realizada no fim de maio, Styvenson apresentou o maior crescimento, passando de 45,72% para 52,63%. Rafael avançou de 20,25% para 21,76%, enquanto Hélio passou de 17,58% para 18,89%. Zenaide permaneceu praticamente estável, oscilando de 34,15% para 34,34%. Samanda recuou de 12,89% para 11,40%.
Embora apenas Rafael e Hélio tenham crescido entre os candidatos que disputam espaço abaixo dos dois senadores, a proximidade no segundo voto mantém a corrida aberta. Samanda tem desempenho mais forte como primeira escolha do que Hélio, enquanto o candidato do PL compensa a desvantagem ao liderar entre as opções complementares. Rafael, por sua vez, ocupa posição intermediária e aparece competitivo nas duas medições.
A indefinição também é maior no segundo voto. Enquanto 9,27% não sabem indicar a primeira opção, o percentual chega a 21,36% quando a pergunta trata da segunda escolha. Outros 17,05% não indicam nenhum nome para o segundo voto, mais que o dobro dos 8,32% registrados na primeira opção.
Somados, indecisos e eleitores que não escolheram nenhum candidato representam 38,41% no segundo voto. Esse contingente cria uma margem expressiva para mudanças durante a campanha e deverá ser disputado principalmente por Zenaide, Rafael, Hélio e Samanda.
A pesquisa Exatus ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre 7 e 10 de julho. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-02620/2026 e BR-07763/2026.
AgoraRN