A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em conjunto com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN), deflagrou, nesta quinta-feira 20, a Operação Rota 67 para investigar um servidor efetivo do órgão suspeito de praticar corrupção passiva. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Natal e Japi, além de outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.
De acordo com as investigações, o servidor é suspeito de realizar cobranças indevidas a usuários para intermediar vistorias e outros procedimentos relacionados a veículos, utilizando, em tese, a função pública e o acesso aos sistemas internos do Detran para facilitar as irregularidades.
Com autorização judicial, os policiais realizaram buscas em dois endereços residenciais ligados ao investigado, em Natal, na estação de trabalho utilizada por ele no Detran/RN e em um imóvel localizado no município de Japi, no interior do Estado.
Além das buscas, o Poder Judiciário determinou o afastamento do servidor das atividades relacionadas a vistorias e procedimentos veiculares. Também foi autorizado o bloqueio de seus acessos, credenciais e permissões nos sistemas vinculados às funções investigadas.
Segundo a Polícia Civil, o Detran/RN colaborou com a investigação desde o início, fornecendo informações e elementos técnicos, incluindo dados sobre procedimentos administrativos e acessos aos sistemas internos da autarquia.
As investigações continuam com a análise do material apreendido para esclarecer a extensão das condutas investigadas, identificar possíveis novos episódios e apurar a eventual participação de outras pessoas.
O nome da operação, Rota 67, faz referência ao fluxo sistêmico identificado pelo prefixo “67”. Conforme a Polícia Civil, durante a investigação foram identificados procedimentos vinculados a esse fluxo em situações relacionadas aos fatos apurados, incluindo vistorias e regularizações de veículos associadas à atuação do servidor.
A Polícia Civil informou que denúncias que possam contribuir com as investigações podem ser encaminhadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.
AgoraRN