O fim de semana foi
marcado por um verdadeiro bombardeio de pesquisas no Rio Grande do Norte — e
cada uma puxando para um lado diferente. De um lado, levantamento da Consult mostra Álvaro Dias com 31,18%
contra 29,24% de Allyson Bezerra, num empate técnico que anima o grupo da
capital. Do outro, a pesquisa Seta
coloca Allyson na frente com 37,3% contra 21,5% de Álvaro, com vantagem
mais confortável no interior. Já em outro cenário mais recente, Allyson chega a
39,2%, Álvaro aparecia com 20,6% e o nome do governo, Cadu Xavier, soma 9,1% .
Ou seja: depende de quem pergunta — e onde pergunta.
E no meio dessa
polarização, tem um detalhe que começa a ganhar importância: o desempenho de Cadu Xavier. O candidato do PT aparece com
números que variam entre 6% e 9% nas pesquisas mais recentes. Ainda
distante dos dois líderes, mas com um papel estratégico claro: representa o
voto governista e pode crescer à medida que a campanha for se consolidando,
principalmente se conseguir unificar a base da atual gestão estadual. Hoje, não
ameaça diretamente a liderança, mas também não pode ser ignorado — é aquele
nome que pode influenciar o rumo da eleição, especialmente num segundo turno.
No fim das contas, a
leitura mais realista é simples: Álvaro
cresceu, entrou de vez no jogo e incomoda — e muito. Mas Allyson segue forte,
competitivo e com vantagem em vários cenários. Enquanto isso, Cadu corre por fora, tentando se viabilizar
como alternativa. A eleição de 2026 no RN está longe de ter dono. Vai ser
decidida no detalhe, no território e na narrativa. E pelo que as pesquisas já
mostram, essa disputa não será apenas de números — será, acima de tudo, de
estratégia e resistência.

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