A Balança Comercial do Rio
Grande do Norte fechou fevereiro com US$ 137,1 milhões em transações
comerciais, dos quais US$ 91 milhões representam as somas das exportações no
mês, enquanto US$ 46,1 milhões são referentes às importações. O superávit ficou
em US$ 44,9 milhões. Os dados são do mais recente boletim divulgado pela
Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec), que aponta que o estado
apresentou o segundo melhor saldo comercial do Nordeste no mês passado, atrás
apenas do Ceará, que teve superávit de US$ 86,1 milhões.
Além do Ceará e do RN, apenas
Piauí (com superávit de US$ 11,3 milhões), na região, obteve saldo positivo na
Balança Comercial de fevereiro (confira mais informações no box). Os números
também indicam recuperação da Balança potiguar no comparativo com outros
recortes. As exportações, por exemplo, apresentaram alta de 73,6% em relação a
fevereiro de 2025, quando as vendas dos produtos potiguares ao exterior somaram
US$ 52,4 milhões. Já em relação a janeiro deste ano, com US$ 77,9 milhões em
exportações registrados, o crescimento foi de 16,8%.
Em uma análise sobre o saldo, a alta salto no comparativo entre os meses de fevereiro deste e do ano passado, foi de 780,3%, uma vez que, em 2025, o superávit para fevereiro no RN foi bem mais tímido, de US$ 5,1 milhões. No mês passado, a pauta de exportações do Rio Grande do Norte teve como destaque o bulhão dourado em forma bruta para uso não monetário (ouro), que liderou com US$ 30,4 milhões, seguido por melões frescos (US$ 18 milhões), melancias frescas (US$ 15 milhões), óleos brutos de petróleo (US$ 4,9 milhões) e o óleo diesel (US$ 4,7 milhões).
Juntos, esses cinco produtos
representaram 80,2% do total exportado pelo estado em fevereiro de 2026. De
acordo com a equipe técnica da Sedec, os resultados confirmam a capacidade do
estado de manter uma inserção competitiva no comércio internacional, mesmo em
um cenário global marcado por incertezas econômicas, tensões geopolíticas e
reconfigurações nas cadeias globais de suprimentos.
Segundo Hugo Fonseca,
secretário-adjunto da pasta, o “volume expressivo das exportações e o superávit
comercial registrado no período refletem o desempenho consistente de setores
estratégicos da economia potiguar, com destaque para a fruticultura e a mineração,
segmentos que seguem desempenhando papel central no dinamismo produtivo e na
geração de divisas para o estado”.
A participação da fruticultura
na pauta, no entanto, deve ficar mais restrita nos próximos meses, por conta do
período de entressafra, conforme aponta o presidente do Comitê Executivo de
Fruticultura do Rio Grande do Norte (Coex), Fábio Queiroga. “A safra de melão
finaliza em fevereiro, então, em março, abril e maio, quando ocorrem as chuvas
na região produtora, são enviadas poucas frutas ao exterior, e a presença dessa
fruta se resume, comumente, ao mercado local”, explica.
Canadá como principal destino
Em fevereiro de 2026, o Canadá
liderou a lista de destinos das exportações potiguares, com US$ 22 milhões. Na
sequência, os Países Baixos com US$ 15,8 milhões, seguidos pela Espanha, com
US$ 9,8 milhões, a Suíça com US$ 9,3 milhões, e o Reino Unido com US$ 8,8
milhões, completaram o grupo dos cinco principais mercados, respondendo juntos
por 72,1% do total exportado pelo RN no período.
Para Hugo Fonseca, a ampliação
da corrente de comércio evidencia o fortalecimento das relações comerciais
internacionais do estado e a progressiva diversificação de parceiros
comerciais. “Esse movimento contribui para ampliar a resiliência da economia estadual
frente às oscilações do mercado internacional, ao mesmo tempo em que promove a
valorização da produção local, o fortalecimento das cadeias produtivas e a
geração de oportunidades de emprego em diferentes regiões do território
potiguar”, disse o secretário.
No que se refere às
importações realizadas em fevereiro, os produtos de destaque foram: as partes
de outros motores/geradores/grupos eletrogeradores (com US$ 20 milhões),
seguidos pelas células fotovoltaicas (US$ 4,5 milhões), outras máquinas e
aparelhos para trabalhar borracha ou plásticos (US$ 4 milhões), coque de
petróleo não calcinado (US$ 1,7 milhão) e outros tipos de sal a granel (US$
862,5 mil). Juntos, os produtos representaram 67,3% do total importado pelo RN
no mês passado.
Ainda no mês, os principais
fornecedores de produtos para o RN foram: China (com volume de importações de
US$ 31,1 milhões), Suíça ( US$ 4,4 milhões), Estados Unidos ( US$ 1,9 milhão),
além de Espanha e Chile, com montantes de US$ 1,2 milhão e US$ 954,3 mil,
respectivamente. Os cinco países responderam, juntos, por 85,7% do total das do
RN em fevereiro último. “No que se refere às importações, o perfil observado
aponta para uma economia em processo de expansão e modernização produtiva”,
falou Hugo Fonseca.
“O aumento da demanda por bens
intermediários, insumos industriais e equipamentos produtivos sinaliza a
continuidade de investimentos voltados à ampliação da capacidade produtiva e à
incorporação de tecnologias, fatores essenciais para o aumento da competitividade
da indústria local e para a diversificação da base econômica estadual”,
complementou, em seguida. Ele destaca que o desempenho da Balança Comercial no
mês passado reflete também os esforços institucionais voltados à promoção
comercial, à inteligência de mercado e à atração de investimentos
internacionais conduzidos pela Sedec.
“Essas iniciativas têm
contribuído para fortalecer a presença do Rio Grande do Norte nas cadeias
globais de valor, consolidando o estado como um importante polo de
competitividade econômica e de integração internacional no Nordeste
brasileiro”, avalia.
Saldo dos estados do Nordeste
na Balança Comercial de fevereiro de 2026
CE: US$ 86,1 milhões
RN: US$ 44,9 milhões
PI: US$ 11,3 milhões
SE: US$ -6,9 milhões
PB: US$ -28,7 milhões
AL: US$ -42,9 milhões
BA: US$ -57,1 milhões
MA: US$ 167,5 milhões
PE: US$ -390,5 milhões
Tribuna do Norte
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