O preço da cesta básica em
Natal registrou alta de 3,52% em fevereiro em comparação com o mês anterior,
alcançando o valor médio de R$ 616,84 – aumento equivalente de R$ 20,97. O
crescimento foi o maior entre as capitais brasileiras no período, segundo dados
da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Apesar da alta em relação a
janeiro, o valor da cesta básica na capital potiguar apresentou queda de 4,89%
em relação a fevereiro de 2025. No acumulado de 2026, considerando os meses de
dezembro de 2025 a fevereiro deste ano, o custo teve elevação de 3,30%.
Entre janeiro e fevereiro de 2026, seis dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento de preço em Natal. O tomate apresentou a maior variação, com alta de 31%. Também subiram os preços do feijão carioca (6,63%), carne bovina de primeira (1,08%), leite integral (0,98%), farinha de mandioca (0,61%) e banana (0,14%).
Por outro lado, outros seis
itens registraram redução nos preços médios no período. Foi o caso do café em
pó (-2,78%), óleo de soja (-2,38%), açúcar cristal (-2,27%), manteiga (-2,19%),
arroz agulhinha (-1,34%) e pão francês (-0,13%).
No acumulado dos últimos 12
meses, quatro produtos tiveram aumento em Natal: café em pó (4,99%), pão
francês (3,34%), feijão carioca (1,75%) e carne bovina de primeira (0,09%). Já
os alimentos que tiveram diminuição de preços foram o arroz agulhinha (-37,83%),
tomate (-16,45%), açúcar cristal (-15,50%), farinha de mandioca (-11,80%), óleo
de soja (-6,52%), leite integral (-4,19%), manteiga (-4,05%) e banana (-3,89%).
No período de um ano, ou ao
comparar entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, quatro produtos
registraram alta: tomate (37,32%), feijão carioca (7,69%), leite integral
(0,65%) e pão francês (0,34%). Já arroz agulhinha (-5,15%), café em pó
(-3,97%), óleo de soja (-3,73%), açúcar cristal (-3,25%), banana (-0,86%),
carne bovina de primeira (-0,71%), manteiga (-0,52%) e farinha de mandioca
(-0,45%) apresentaram redução de preço.
De acordo com o levantamento
do Dieese, um trabalhador de Natal remunerado com o salário mínimo de R$ 1.621
precisou trabalhar 83 horas e 43 minutos para adquirir a cesta básica em
fevereiro de 2026. Em janeiro, o tempo necessário era de 80 horas e 52 minutos.
Considerando o salário mínimo
líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador da
capital potiguar comprometeu 41,14% da renda mensal para comprar os itens
básicos de alimentação. Em janeiro, esse percentual era de 39,74%, enquanto em
fevereiro de 2025 correspondia a 46,19% da renda líquida.
Tribuna do Norte
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