A passagem do “Dia Internacional da Mulher” não passou em branco na tarde deste domingo (8) de futebol em Natal. A secretária estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), Julia Arruda, representando a governadora Fátima Bezerra, esteve na Arena das Dunas participando de uma atividade de conscientização sobre a violência contra a mulher. A ação aconteceu antes da primeira partida da semifinal do Campeonato Estadual entre QFC e ABC.
“Para levar uma mensagem de respeito às mulheres num ambiente predominantemente masculino. Não apenas no dia de hoje, mas em todos os dias e todos os meses e especialmente no mês de março, intensificamos esse trabalho. Em jogo de futebol, a disputa é no campo, mas também fora dele, a gente tem que respeitar as mulheres”, disse Júlia Arruda.
Antes do início do jogo QFC x ABC, os jogadores dos dois clubes entraram no gramado portando faixas com dizeres: “Pelo fim da violência contra a mulher”, com o número 180 para denúncias de crimes e outras com “Bola fora para violência contra mulher”. Nas arquibancadas houve panfletagem junto aos torcedores, como o técnico em refrigeração Max Souza, que disse: “Hoje em dia, muitas mulheres sofrem violência, é importante que denunciem”.
A subsecretária de Políticas para Mulheres, Josiane Bezerra Mendes, disse da importância de trazer essa mensagem no ambiente de jogo de futebol. “Precisamos que as mulheres estejam seguras e protegidas. Então, essa é a mensagem que a gente está trazendo da Lei Maria da Penha, estamos também levando a vários lugares, conversando com os homens, com as mulheres, que nós precisamos cada vez mais respeitar e proteger as nossas mulheres”, enfatizou.
“É importante a presença da Policia Civil neste momento para mostrar que de fato o combate à violência contra a mulher deve ser composto por uma rede, não só Polícia, municípios e Estado, mas todos juntos mostrando força e que juntos e unidos podemos combater a violência contra as mulheres e hoje, com a iniciativa do poder público, estamos aqui para mostrar essa parceria”, reforçou Marília Ferreira, Delegada da Mulher.
Marilia Ferreira declarou, ainda que a atuação da Polícia Civil no combate à violência doméstica contra a mulher “é essencial e indispensável, recebemos a mulher vítima de violência e não só estamos aptos e qualificados para acolher, receber e orientar essa mulher, como também para apurar os possíveis fatos criminosos cometidos contra essa mulher. E é somente a polícia civil que pode, apurando esses fatos, ao final levar esse agressor ao Poder Judiciário para que ele possa responder nos termos da lei pelos crimes cometidos”.
“Aproveito a oportunidade para apelar as mulheres que não guardem a violência, que não esperem o próximo ato de violência e que procurem as delegacias de Polícia, as delegacias especializadas em atendimento à mulher, para atendê-las, acolher elas, orientá-las e levar adiante o procedimento criminal”.
Para a delegada da Mulher, as mulheres estão avançadas nas denúncias. “Ao mesmo tempo em que nós constatamos o aumento dos registros de ocorrência, nós também ficamos satisfeitos com isso, porque apesar de sentirmos que há de fato um aumento de ocorrência, isso nos revela que na verdade as mulheres estão chegando mais às delegacias, que as mulheres estão se encorajando mais de procurar as delegacias e isso se reflete obviamente nos números”.
Fortalecimento da Rede de Proteção
O Governo do RN consolida uma das maiores estruturas de proteção a grupos vulneráveis, fortalecendo a política pública de enfrentamento à violência doméstica e garantindo atendimento humanizado à população.
Atualmente o Rio Grande do Norte conta com 12 DEAMS em funcionamento. Expansão de 7 novas delegacias entre 2019-2025. Ampliação da Patrulha Maria da Penha, expandida para todos os 167 municípios do estado. A implementação do botão do pânico, que funciona em binário com tornozeleira eletrônica para monitoramento e proteção de mulheres ameaçadas. E a aprovação de leis e políticas públicas, para a garantia de igualdade de gênero, priorizam a saúde da mulher e proteção à vida das mulheres.
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