A Anvisa (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária) aprovou o registro do teplizumabe, comercializado
sob o nome Tzield, o primeiro medicamento capaz de modificar o curso do
diabetes mellitus tipo 1 (DM1). Ao contrário dos tratamentos tradicionais
focados na reposição de insulina, a nova terapia atua diretamente no sistema
imunológico para retardar o avanço da doença.
Segundo informações da CNN Brasil, a droga desenvolvida pela Sanofi representa um marco ao intervir na patologia antes mesmo do surgimento dos sintomas clínicos.
Como funciona o novo medicamento
O Tzield é indicado para
adultos e crianças a partir dos 8 anos que estejam no estágio 2 do
diabetes tipo 1. Nesta fase, a doença é considerada pré-sintomática: o paciente
já possui autoanticorpos e alterações nos níveis de glicose, mas ainda não
manifestou a hiperglicemia severa.
O medicamento atua como um
imunomodulador, protegendo as células do pâncreas que produzem insulina do
ataque do próprio sistema imune. Estudos publicados no The New England
Journal of Medicine mostram que o tratamento conseguiu, em
média, dobrar o tempo até o diagnóstico clínico, garantindo
cerca de dois anos extras sem a necessidade de aplicação diária de insulina.
O impacto direto para os
pacientes
Historicamente, o diabetes
tipo 1 é uma doença autoimune na qual o corpo ataca o pâncreas por engano. Até
então, a medicina só conseguia agir no estágio 3, quando os sintomas como sede
excessiva e perda de peso já estavam presentes.
“Até agora, o tratamento era
baseado apenas na reposição da insulina que o organismo havia deixado de
produzir”, explica a dra. Melanie Rodacki, coordenadora do departamento de
diabetes tipo 1 adulto da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) à CNN
Brasil.
Olhar Digital
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