domingo, 28 de janeiro de 2018

Governador do Ceará determina criação de força-tarefa após chacina


Danceteria onde houve a chacina, em Fortaleza - Agência O Globo
O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), está reunido, na manhã deste domingo, com a cúpula de sua Secretaria de Segurança. Em pauta, a criação de uma força-tarefa para investigar as causas da chacina de Cajazeiras, em Fortaleza, do último sábado (27), e para inibir novos ataques. O crime ocorrido numa danceteria do bairro deixou 14 mortos e é o maior caso de violência da história do estado. Até o momento, um suspeito foi preso pela polícia.

Na noite de sábado, Santana fez um post no facebook em que anunciava o “rigor absoluto nas investigações e a busca incessante dos criminosos”. A declaração veio horas depois do secretário de Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, afirmar que “não havia motivo para pânico”. Ao tentar minimizar o caso para a imprensa, e dizer que o ataque teria sido uma ocorrência pontual, Costa foi bastante criticado. 

A reunião convocada para este domingo reuniu, além da Secretaria de Segurança, representantes do Ministério Público Estadual, Polícia Federal, Defensoria Pública Estadual, Poder Legislativo e Tribunal de Justiça do Estado. A força-tarefa contará também com os órgãos, e o objetivo será acompanhar a apuração do caso, prestar assistência às famílias e fechar um pacote de medidas com objetivo de enfrentar a onda de ataques provocada por facções no Ceará.

O levantamento feito pelo O GLOBO, na série A Guerra do Brasil, mostra que os números de mortes violentas em Fortaleza são maiores que a média nacional. Em 2015, houve 1.863 mortes violentas na capital cearense, uma taxa de 71.9 a cada 100 mil habitantes. Já considerando a média do país, essa taxa foi de 28.9.

De acordo com o Globonews,um homem armado com fuzil foi preso suspeito de participação na chacina, na noite de sábado (27). O nome do detido, porém, não havia sido divulgado. A tragédia de Cajazeiras superou em números a da Grande Messejana, região metropolitana de Fortaleza, quando 11 pessoas morreram, em 2015.

Na madrugada de sexta para sábado, criminosos invadiram uma festa e mataram 14 pessoas. Os motivos do ataque são creditados a uma briga de facção. Além dos mortos, oito pessoas seguem internadas, baleadas. Após o ataque, a segurança foi reforçada no local, mas o comércio do entorno ficou fechado, devido ao clima de medo.

O Globo