Na sua sentença, o magistrado ressaltou que
houve confissão do acusado sobre o crime praticado. “o próprio acusado
confessou o crime, alegando tê-lo cometido, inicialmente porque seu pai havia
autorizado-o a pagar as contas por ele deixadas”, observou o Juiz Federal que
destacou na sentença: “Trata-se de estelionato previdenciário praticado por
terceiro, que, após a morte do beneficiário, continuou recebendo o benefício
antes regularmente concedido ao segurado, como se ele fosse, sacando a
prestação previdenciária por meio de cartão magnético todos os meses”.
O Juiz Federal Walter Nunes ressaltou que houve
uma reiteração criminosa. “Diversamente do que ocorre nas demais hipóteses, de
inserção única de dados fraudulentos seguida de plúrimos recebimentos, em crime
único, na presente hipótese há a prática de nova fraude à cada mês, seguida das
respectivas obtenções da vantagem ilícita, em reiteração criminosa nas mesmas
condições de tempo, lugar e maneira de execução, tendo perfeita aplicação a
regra da continuidade delitiva”, analisou o magistrado.
JFRN
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