terça-feira, 2 de abril de 2019

Sem tomógrafo no HRTM, paciente morre quando era transferido para atendimento em Natal


A direção do Hospital Regional Tarcísio Maia não tem previsão de quando o tomógrafo voltará a funcionar. Quebrado desde 4 de março, o aparelho faz falta e o problema castiga os pacientes que esperam por exames.

Segundo a direção, já existe um pré-empenho para pagamento do serviço de conserto do tomógrafo, mas a estimativa é de que o processo burocrático para autorização do gasto seja concluído em 10 dias.

Apesar do prazo, a direção pediu para a empresa fornecedora antecipar o atendimento e aguarda retorno dela sobre o assunto.

Sem contrato emergencial e sem o tomógrafo, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ficou com a responsabilidade de levar os pacientes da unidade para a capital potiguar.  O diretor do Samu, Dickson Fradik afirma que só tem uma viatura para atender a demanda de viagem à distância.

"Nós temos três pacientes para fazer transferência para Natal e apenas uma viatura para fazer esse tipo de ocorrência. Essa semana mesmo teve um paciente que teve que ir para Natal e infelizmente veio a óbito no caminho pela gravidade, pela situação, que tem que ser resolvida o mais rápido possível. São três a quatro horas que tornam essa locomoção inviável", disse ele, nesta segunda-feira (1º).

A direção do HRTM chegou a firmar um contrato emergencial com o Instituto de Mama, com duração de 30 dias e previsão de 100 exames, porém essa cota acabou no fim de semana passado.

De acordo com o hospital, a direção está fazendo um levantamento de preços para fechar outro contrato emergencial com o serviço privado ainda nesta semana.

DeFato

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