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Foguete Proton-M decola carregando a sonda ExoMars 2016 para
Marte (Foto: Shamil Zhumatov/Reuters)
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Europa e Rússia lançaram nesta
segunda-feira (14) uma sonda espacial para buscar sinais de vida em Marte e
ampliar as perspectivas de uma missão tripulada ao planeta.
A espaçonave, parte do
programa ExoMars, partiu do espaçoporto de Baikonur, no Cazaquistão, a bordo de
um foguete Proton, dando início a uma jornada de sete meses pelo espaço.
A nave levará uma sonda
atmosférica que irá estudar traços de gases como o metano, um elemento químico
que está fortemente vinculado à vida na Terra, que missões marcianas anteriores
detectaram na atmosfera do planeta.
"Por que estamos tão
interessados em Marte? Estamos tentando entender como a vida se originou em
nosso sistema solar", disse Pascale Ehrenfreund, chefe do comitê executivo
da agência espacial alemã DLR, em um evento de lançamento da ESA (Agência
Espacial Europeia).
Origem do metano
Os cientistas acreditam que o
metano pode ser derivado de micro-organismos conhecidos como metanogênicos.
Essas criaturas podem ter se extinguido milhões de anos atrás e deixado
reservas desse gás congelado abaixo da superfície do planeta. Ou, talvez, parte
desses organismos ainda esteja viva.
Outra explicação para o metano
na atmosfera de Marte é que ele é produzido por fenômenos geológicos, como a
oxidação do ferro.
A nave também leva uma
instalação terrestre que testará tecnologias necessárias para o uso de um
veículo que deve ser enviado em 2018, um passo necessário para superar os
desafios práticos e tecnológicos de possíveis voos tripulados a Marte no
futuro.
"Tenho certeza de que, em
20 ou 30 anos, chegará o momento no qual os humanos irão ao planeta",
afirmou Thomas Reiter, diretor de Voos Espaciais Tripulados e Exploração
Robótica da agência espacial.
Reuters

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