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Juíza paulista transfere
processo contra Lula para Sérgio Moroq
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Na decisão, Maria Priscilla
justifica que os possíveis delitos relacionados ao imóvel estão sob apuração da
Operação Lava Jato e devem ser investigados dentro do contexto do esquema nos
inquéritos abertos na esfera federal. Com isso, o processo passará a integrar o
conjunto sob responsabilidade do juiz federal Sérgio Moro.
“O pretendido nestes autos, no
que tange às acusações de prática de delitos chamados de 'lavagem de dinheiro'
é trazer para o âmbito estadual algo que já é objeto de apuração e
processamento pelo Juízo Federal da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR e pelo MPF
[Ministério Público Federal], pelo que é inegável a conexão, com interesse probatório
entre ambas as demandas, havendo vínculo dos delitos por sua estreita relação”,
diz a decisão. A magistrada também retirou o sigilo do processo.
A denuncia
Os promotores do Ministério
Público de São Paulo (MP) Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando
Henrique Moraes de Araújo disseram ter colhido duas dezenas de depoimentos que
comprovariam que o apartamento era “destinado” ao ex-presidente e sua família.
O MP acusa Lula de lavagem de dinheiro –
na modalidade ocultação de patrimônio – e falsidade ideológica.
“Aproximadamente duas dezenas
de pessoas nos relataram que, efetivamente, aquele tríplex do Guarujá era
destinado ao ex-presidente Lula e sua família. Dentre essas pessoas figuravam
funcionários do prédio, o zelador do prédio, a porteira do prédio, moradores do
prédio, funcionário da OAS, ex-funcionário da OAS, e o proprietário da empresa
que fez a reforma naquele imóvel e, pelos relatos, fez uma reunião para
apresentar parte da reforma efetuada, com a presença da ex-primeira dama e de
seu filho, além do senhor Léo Pinheiro”, disse o promotor Cassio Roberto
Conserino ao apresentar a denúncia à imprensa.
Além de Lula, foram
denunciados por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, sua esposa, Marisa
Letícia, por participação em lavagem de dinheiro; e seu filho, Fábio Luiz Lula
da Silva, por participação em lavagem de dinheiro.
Na ocasião, o Instituto Lula voltou a negar que o
ex-presidente seja dono do apartamento tríplex, alvo das investigações, e diz
que o procurador Cássio Conserino usa a investigação para fins políticos.
“Cássio Conserino, que não é o promotor natural deste caso, possui documentos
que provam que o ex-presidente Lula não é proprietário nem de tríplex no
Guarujá, nem de sítio em Atibaia, e tampouco cometeu qualquer ilegalidade.
Mesmo assim, solicita medida cautelar contra o ex-presidente em mais uma triste
tentativa de usar seu cargo para fins políticos."
"Tais documentos foram
encaminhados ao promotor. Já era previsível, no entanto, que Conserino
encaminhasse a denúncia, já que declarou à revista Veja que considerava o
ex-presidente culpado antes mesmo de ouvir a defesa de Lula", acrescentou
o instituto. "O ex-presidente Lula já desmentiu essa acusação mais de uma
vez, frente às autoridades e em discursos. O ex-presidente Lula não é
proprietário nem de tríplex no Guarujá, nem de sítio em Atibaia, e não cometeu
nenhuma ilegalidade. Ele apresentou sua defesa em documentos que provam isso às
autoridades competentes."
Agência Brasil

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