terça-feira, 1 de outubro de 2019

MPRN ataca impunidade, desengaveta crimes esquecidos e leva antigos foragidos à cadeia


“Eu não tinha mais esperanças. Cheguei a acreditar que ele nunca pagaria pelo que fez comigo. Então, depois de 24 anos, soube que ele tinha sido preso. Agora me sinto mais aliviada”. O testemunho é de uma potiguar de 36 anos que foi estuprada quando criança, e que mesmo após mais de duas décadas ainda busca forças para curar as dores do passado. Forças que, por meio de um projeto pioneiro e único no país, o Ministério Público do Rio Grande do Norte está ajudando a encontrar.

Combater a impunidade é a missão principal do projeto ‘Memória’. Criado em 2017, ele é desenvolvido no estado pela Coordenadoria de Investigações Especiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). E os objetivos são justamente estes: desengavetar crimes antigos, quase que totalmente esquecidos, capturar os foragidos e levar os criminosos a julgamento.

“Eu era apenas uma criança, mas jamais vou esquecer o que houve. Agora, sabendo que ele vai pagar pelo crime que cometeu, isso me ajuda muito a aguentar a dor. E isso eu devo aos promotores que não deixaram o caso que aconteceu comigo sem uma resposta. Obrigada!”, agradeceu a mulher.

A vítima do abuso, que hoje mora em uma cidade da região Oeste potiguar, disse ao G1 que não quer ser identificada. “E ela tem todo o direito de permanecer no anonimato, de se resguardar, de ser preservada. O que não pode é o criminoso fugir e ficar impune. Este sim, precisa ser encontrado, levado a julgamento e devidamente punido nas formas da lei”, ressaltou o promotor Fausto França, coordenador do Gaeco.

G1RN

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