sábado, 11 de junho de 2022

Intolerância faz desta uma das eleições mais difíceis, crê Henrique

O ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PSB), pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2022, afirmou que a visita dos dois presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), para agenda em Natal na próxima semana, “é um quadro difícil e confuso, mas é preciso transparência”. Ele se refere ao fato de que no Rio Grande do Norte, existir duas pré-candidaturas ao Senado Federal que devem subir ao palanque de Lula: o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) e o deputado federal Rafael Motta (PSB).

 

Carlos Eduardo já teve a aprovação do diretório estadual do PT e ficou acertado que o ex-prefeito de Natal será o companheiro na chapa majoritária da governadora Fátima Bezerra (PT). Já o PSB potiguar briga por um espaço e apresenta o nome de Rafael Motta como o pré-candidato de Lula no Estado que irá buscar a única vaga no Congresso Nacional.

 

Ao mesmo tempo que o Solidariedade nacional prega apoio a Lula, no Rio Grande Norte, parte de seus membros defendem a pré-candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL), como é o caso dos deputados estaduais Kelps Lima e Subtenente Eliabe. Já o pré-candidato do partido, Fábio Dantas, não tem uma definição firme.

“Não posso pensar só o voto na urna, mas incentivar o eleitor a votar. Essa é uma das eleições mais difíceis, existe um clima de intolerância que estamos vivendo em todas as relações: políticas, econômicas e sociais. Acho que nesta hora a preocupação primeira é o respeito as pessoas, ao cidadão e, em último caso, o eleitor, que a partir daí ele fará o seu julgamento e espero que assim as coisas aconteçam”, explicou.

 

“Sei de uma coisa, que cabe ao meu partido é que o deputado federal e pré-candidato ao Senado Rafael Motta estará ao lado do seu candidato à Presidência da República Lula, que tem como vice Geraldo Alckmin, disso não há a menor dúvida em relação à posição, clareza, transparência e coerência de Rafael Motta. Agora, os demais partidos que tem outros candidatos é uma problemática que tem que ser avaliada, é aguardar para ver os fatos e cada um assuma a sua responsabilidade”, enfatizou.

 

Henrique Eduardo Alves lamentou o fato de ter uma “confusão e incoerência” dentro do MDB potiguar, em relação aos rumos que o partido iria tomar nas eleições. Ele disse que sempre que percebia as coisas e, quando ia falar, não encontrava espaço para isso. “Até hoje sinto dor no coração”, disse.

 

“Eu via o MDB, primeiro na nominata, que eu não sabia quem era, de onde vinha e quem vinha. Eu só sabia que pessoas eram convidadas para fazer parte, ligadas a mim, que vinham me dizer que haviam sido convidadas e iam aceitar. Eu via essa confusão e queria opinar, com a minha experiência passando pela política nacional, gostaria de pelo menos saber (o que estava acontecendo) e opinar. Eu não conseguia nenhuma resposta, era como se o MDB não me visse e me tornei invisível para a direção estadual do MDB. E aquilo me agoniava e o tempo ia chegando e as coisas foram acontecendo e, portanto, me considerei excluído do MDB”, desabafou.

 

VOTO DE BACURAU

 

Questionado sobre a possibilidade de encontrar um eleitor de Garibaldi Alves Filho (MDB), também candidato a deputado federal, o que ele faria, Henrique Eduardo Alves disse que respeitaria o posicionamento da pessoa. A pergunta feita se refere à fala de Garibaldi Alves Filho, que disse, no mês passado, que se fosse preciso, tiraria votos de Henrique durante a campanha eleitoral. “Eu vou tentar convencê-la a votar em mim. Por que não? Ele não tirou o voto do meu filho? Ele não foi votar em Benes Leocádio em vez de votar em Walter Alves?”, disse Garibaldi, na ocasião.

 

“Se chegar um bacurau e disser que vota em Garibaldi, respeitarei com a maior tranquilidade. Não há quem faça eu ter uma atitude que seja desrespeitosa e agressiva a Garibaldi. Não é fácil conviver 52 anos, é como família. Você pode se separar, mas tem os filhos, os netos, os sobrinhos. Isso não apaga. Por mais que esteja magoado, mas de mim ninguém receberá qualquer palavra agressiva e desrespeitosa contra ele, porque minha história com ele não mereceria um comportamento menor”, afirmou.

 

Henrique disse ainda que o voto tem que ser consciente. “O eleitor gosta do respeito e o eleito tem de respeitar o eleitor, para ser respeitado por ele. Quando é bacurau, é mais ainda, porque, além da consciência, é o coração. O voto do bacurau, ninguém toma, ninguém tira, ninguém compra. Ele tem um dado a mais, que chega ao coração dele. É consciência, coração e vai para a urna. É assim o voto do bacurau”, garantiu.

 

Henrique disse que, diferentemente de Garibaldi, vai respeitar a decisão dos eleitores. “Se chegar um bacurau e disser que vota em Garibaldi, eu respeitarei com a maior tranquilidade, porque não há quem faça eu ter uma atitude que seja desrespeitosa, agressiva a Garibaldi. Por mais que eu esteja muito ferido, de mim ninguém receberá nenhum tipo de palavra agressiva, desrespeitosa em relação a Garibaldi”, finalizou.


AgoraRN

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