Em coletiva de imprensa realizada nesta terça, o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou que a empresa trabalha para que o medicamento tenha valor mais acessível para médicos e pacientes. Segundo ele, a precificação deve ficar abaixo dos produtos já vendidos no mercado.
O Ozivy é uma versão sintética da semaglutida e integra a classe dos medicamentos GLP-1, usada no tratamento do diabetes tipo 2. A categoria ganhou popularidade nos últimos anos por também ser associada à perda de peso, ficando conhecida como “canetas emagrecedoras”. A EMS informou que, neste primeiro momento, o foco do produto será o tratamento de pacientes diabéticos, sempre com prescrição médica.
De acordo com a empresa, a caneta será comercializada em três dosagens: 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg. Também haverá apresentação de 1 mg com duas canetas. A farmacêutica afirmou ter protocolado nesta terça-feira um pedido na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos para definição do valor máximo do Ozivy.
A expectativa da EMS é vender 1,2 milhão de doses no primeiro ano de comercialização, com faturamento estimado em R$ 500 milhões. Para a empresa, há uma demanda reprimida significativa por medicamentos à base de semaglutida no país, especialmente após o fim da patente do Ozempic.
Desde a queda da patente, empresas do setor passaram a buscar autorização para lançar versões da semaglutida no Brasil. O projeto da Ozivy tinha sido iniciado há cerca de seis anos, desde as primeiras autorizações regulatórias da fábrica.
Tribuna do Norte
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