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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Caneta emagrecedora nacional custará 30% menos que o Ozempic e deve chegar às farmácias em até 30 dias


A caneta brasileira de semaglutida sintética, aprovada nesta terça-feira (26) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve chegar ao mercado com preço cerca de 30% inferior ao das principais opções disponíveis atualmente. O medicamento, chamado Ozivy, é fabricado pela EMS e usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, cuja patente foi derrubada no Brasil em 20 de março. A expectativa é que ela comece a chegar às farmácias em até 30 dias.
 

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça, o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou que a empresa trabalha para que o medicamento tenha valor mais acessível para médicos e pacientes. Segundo ele, a precificação deve ficar abaixo dos produtos já vendidos no mercado.

O Ozivy é uma versão sintética da semaglutida e integra a classe dos medicamentos GLP-1, usada no tratamento do diabetes tipo 2. A categoria ganhou popularidade nos últimos anos por também ser associada à perda de peso, ficando conhecida como “canetas emagrecedoras”. A EMS informou que, neste primeiro momento, o foco do produto será o tratamento de pacientes diabéticos, sempre com prescrição médica.

 

De acordo com a empresa, a caneta será comercializada em três dosagens: 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg. Também haverá apresentação de 1 mg com duas canetas. A farmacêutica afirmou ter protocolado nesta terça-feira um pedido na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos para definição do valor máximo do Ozivy.

 

A expectativa da EMS é vender 1,2 milhão de doses no primeiro ano de comercialização, com faturamento estimado em R$ 500 milhões. Para a empresa, há uma demanda reprimida significativa por medicamentos à base de semaglutida no país, especialmente após o fim da patente do Ozempic.

 

Desde a queda da patente, empresas do setor passaram a buscar autorização para lançar versões da semaglutida no Brasil. O projeto da Ozivy tinha sido iniciado há cerca de seis anos, desde as primeiras autorizações regulatórias da fábrica.


Tribuna do Norte

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