SUPERMERCADO J. EDILSON: O MELHOR PREÇO DA REGIÃO - Ligue: 3531 2502 - 9967 5060 - 9196 3723

SUPERMERCADO J. EDILSON: O MELHOR PREÇO DA REGIÃO - Ligue: 3531 2502 - 9967 5060 - 9196 3723

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ANGICOS: ASSESSOR DA PREFEITURA TENTA EXPLICAR RUMO DE DINHEIRO QUE VEIO PRA COMBATE ÀS DROGAS

O Assessor técnico da secretaria de Ação Social do município de Angicos, Danilo Bezerra Araújo foi sabatinado pelos vereadores presentes à câmara de vereadores do município de Angicos, ontem à noite, 10.

O vereador Tiago Braga [PMDB], autor do requerimento 029/2011 que pede explicações sobre o valor de 33 mil e quinhentos reais, que seriam empregados no combate ao crack e outras drogas, abriu a rodada de perguntas pedindo esclarecimentos sobre o destino desse dinheiro. Este valor entrou nas contas da secretaria de Ação Social entre julho e dezembro de 2010. Os vereadores externaram incertezas com relação à aplicação correta desses recursos e imediatamente buscaram saber a verdade, através de requerimento.

O assessor começou dando algumas explicações técnicas e foi avisado que tudo estava sendo gravado para analise das explicações. As tentativas de explicar o real destino dos 33 mil reais e quinhentos, passou por uma explanação alongada e prolongada, o popular “enchimento de linguiça”. Ele falou, falou e não disse nada sobre a planilha de gastos, limitando a dizer que o dinheiro foi gasto no CREAS.

A secretária de Ação Social Cinara Ribeiro, esposa do vereador Jalmir Dantas, acompanhou todas as explicações, sentada no lado da plateia. Ela acabou de reassumir o cargo, depois de se afastar alegando cansaço e ter pedido férias de 30 dias, durante o mês de setembro.

Depois das explanações iniciais, o vereador Cloves Tibúrcio deu início a nova rodada de perguntas afirmando que não precisava nem o técnico vir, se fosse apenas para ler papeis que explicam o que é CRAS e CREAS.

“Nós queremos é que o requerimento do vereador Tiago Braga seja atendido, que se diga como foi gasto esse dinheiro, já que ele veio pra ser aplicado com os drogados e dependentes químicos. Então, nós queríamos os documentos, notas fiscais, extrato bancário, e outros que mostrem em que foi gasto o dinheiro. Eu acredito que esse é um sentimento e um desejo comum de cada vereador e cidadão angicano”.

Quando respondeu a Cloves, o técnico novamente não explicou em que foi gasto, limitando-se a dizer que o município não está habilitado para gastar dinheiro com os drogados, nem mesmo, prestar auxilio as famílias dos dependentes.

Quando inquirido pelo vereador Junior de Chicola, finalmente o técnico disse que esse dinheiro foi usado como custeio, serviu para pagamento de pessoal e aquisição de material de expediente e ações do CREAS.

Tiago Braga voltou a perguntar expondo que o requerimento 029/2011 foi de sua autoria. Ele afirmou que houve 9 parcelas, e não cinco como o técnico explicou. O parlamentar também citou o Portal da Transparência para mostrar os valores exatos ao público presente.

Disse que o seu requerimento só pretendia saber como esse dinheiro foi gasto, “pois sabe-se que a cidade é carente de ações para combater o uso de drogas, que se possa realmente fazer o combate as drogas”.

“O que queremos saber é se o dinheiro veio para combater as drogas ou não?”

O técnico replicou dizendo que esses trinta e três mil reais e quinhentos vieram para ações no CREAS. “Existe a comprovação através de documentos dizendo onde foi gasto o dinheiro”.

Tiago: “Qual a conta em que foi depositado as parcelas do dinheiro?”

- Duas contas, respondeu o técnico.

O vereador Neto de Dezin também inquiriu o assessor: “A preocupação de todos que fazem essa casa legislativa certamente é com relação ao exato caminho para onde foi o dinheiro destinado a prefeitura.Como tinha esse dinheiro e foi negado ajuda a uma família do município para fazer a reabilitação de um dependente de drogas?”.

Ele ainda continuou: “O senhor sabe onde está o dinheiro? Tem o balancete onde foi gasto esses 33 mil e quinhentos reais?”.

“Eu não tenho nem o balancete nem o lugar exato onde foi gasto esse dinheiro. Mas sei que foi gasto de forma adequada”.

Na sessão, no entanto, não foi apresentado nenhum documento. Nem extrato bancário, balancete ou nota fiscal. O fiscal sequer sabia a forma detalhada de como foram feitos os gastos.

E os parlamentares angicanos ficaram “a ver navios”. Nada de novo foi acrescentado, nenhuma nova informação como foi gasto o dinheiro. Foi falado “de tudo um muito”, menos o fim real do dinheiro. Nem mesmo o número das contas onde foi depositado o dinheiro.

Outros vereadores perguntaram outras vezes ao técnico onde foi gasto o dinheiro e ele afirmou novamente que não tinha nenhum documento com ele.

E haja paciência. E muito saco, para ser mais visceral.

A vereadora Edileuza inquiriu o técnico perguntando se existia uma clientela base, que pudesse servir como parâmetro que explicasse onde efetivamente fosse gasto esse dinheiro.

Ele deu mais explicações técnicas sobre a pergunta.

E por ai se encerrou as explicações do técnico.