Pela primeira vez, em quase
uma década, o mercado potiguar registra queda nas vendas de combustíveis. No
total, foram vendidos no ano passado 1,60 milhão de metros cúbicos, ante 1,62
milhão em 2014, queda de quase 1%, segundo números consolidados da Agência
Nacional do Petróleo.
A queda nas vendas é atribuída
basicamente a dois fatores:
1) aumento de preços dos
produtos;
2) queda na venda de
automóveis zero quilômetros
No ano passado, a gasolina
vendida em Natal, principal mercado consumidor do Rio Grande do Norte, subiu
22,3%, o dobro da inflação.
Até então, o consumo de
derivados de petróleo – e também do etanol – vinha crescendo em ritmo
acelerado.
Os números da ANP mostram
aumento de 35,8% entre 2010 e 2015.
No ano passado, o consumo de
gasolina teve queda de 1,2% (7,5 milhões de litros a menos).
A queda do diesel foi mais
expressiva: (-5,3%)
A venda do gás de cozinha
também caiu. (-0,3%), a primeira desde 2007.
O etanol foi um ponto fora da
curva. O consumo teve alta de 61,5%, mesmo não sendo ele competitivo.
No ano passado, o preço médio
do etanol no RN girou em torno de 80% do preço da gasolina. Para empatar, teria
de ficar abaixo dos 70%, ou seja, R$ 1,15 a menos que o preço da gasolina. Hoje
a diferença é de setenta centavos.
A venda do querosene de
aviação, que teve alíquota do ICMS reduzida para 12% em fevereiro do ano
passado, numa tentativa de atrair mais voos para o Aeroporto Internacional
Aluízio Alves, cresceu apenas 1,9%. De 93.862 metros cúbicos para 95.618. No
mercado do querosene de aviação, o melhor ano da série histórica foi 2010, com
110.303 metros cúbicos.
Para fazer os comparativos, o
blog usou como referência o ano 2007. E por quê? Porque a partir daquele ano, a
ANP passou a usar o Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (SIMP),
mais completo e confiável que o anterior – o Demonstrativo de Controle de
Produtos (DCP).
Pelo sistema antigo, foram
registradas duas quedas consecutivas nas vendas de combustíveis no RN. A
primeira em 2002 no comparativo com 2001 e em 2013 comparando-se com 2012.
Aliás, 2002 foi o único “ano
par” a registrar queda de venda dos combustíveis em relação ao ano ímpar
imediatamente anterior.
Um lembrete: As eleições no
Brasil são realizadas em anos pares. Em 2002 houve eleição para escolha do
presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e
deputados estaduais.
COMBUSTÍVEIS RN
Vendas feitas pelas
distribuidoras de derivados de petróleo – em m3
2007…………..969.262
2008………..1.050.122
2009………..1.100.019
2010………..1.195.535
2011………..1.283.311
2012………..1.430.263
2013………..1.515.886
2014………..1.623.792
2015………..1.609.589
Vicente Neto/Tribuna do Norte
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