A reativação dos bloqueadores
de celulares na penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, ainda não tem data
para ser efetivada. A expectativa, porém, é que em aproximadamente 15 dias as
torres estejam novamente funcionando.
Elas foram danificadas pelos
presos, durante as rebeliões que tiveram início em 14 de janeiro. Entretanto,
os reparos nas estruturas dependem da segurança dentro e fora do presídio para
que os técnicos possam trabalhar.
O G1 entrou em contato com a
empresa responsável pelos bloqueadores e foi informado que um levantamento de
todos os danos está sendo feito, mas como algumas áreas específicas da
penitenciária ainda exigem intervenção com maior segurança, o trabalho não foi
finalizado.
De acordo com a empresa, os
maiores danos foram causados na infraestrutura elétrica dos bloqueadores. As
onze torres que fazem o bloqueio de sinal de celular em Alcaçuz foram
instaladas no final do ano passado, sendo ativadas no início de dezembro.
REBELIÃO NO RN
Durante as rebeliões no mês de
janeiro deste ano, porém, elas foram desativadas após os danos causados pelos
presos. Com isso, os detentos passaram a ostentar aparelhos celulares
livremente andando em cima dos pavilhões ou em outras áreas do presídio.
A retomada de controle da
penitenciária começou a ser feita no dia 27 de janeiro, quando agentes de uma
Força Tarefa de Intervenção Penitenciária entraram nos Pavilhões 4 e 5 e
conseguiram controlar os presos no interior das unidades. Desde então, seis
armas de fogo foram apreendidas, três espingardas calibre 12 de fabricação
artesanal e centenas de armas brancas.
Na quarta-feira, dia 1º de
fevereiro, agentes penitenciários do GOE e do plantão em Alcaçuz fizeram
intervenção nos pavilhões 1, 2 e 3, onde também foram apreendidas mais de 600
armas brancas.
"Retomamos o controle da
penitenciária. No pavilhão 5, o primeiro onde fizemos a intervenção, os presos
já estão novamente atrás das grades. Algumas celas ainda precisam de reformas,
mas todos os internos estão encarcerados", informou o secretário de
Justiça e Cidadania do RN.
De acordo com ele, "no
pavilhão 4, que foi invadido pelos presos do pavilhão 5, não há mais nenhum
preso", acrescentou. Já nos pavilhões 1, 2 e 3, Virgolino disse que as
celas ainda estão sem grades e que este serviço de reforma será realizado nos
próximos dias, mas garantiu que todos os detentos estão trancafiados dentro dos
pavilhões. "Não saem mais", afirmou.
G1RN

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Reflita, analise e comente