quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Contas públicas registram maior déficit para setembro desde 1997

Com receitas em queda e despesas engessadas, o governo central (composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) voltou a ficar no vermelho. As contas públicas fecharam setembro com um déficit primário de R$ 25,3 bilhões. Esse rombo é bem superior ao observado em 2015, quando o saldo ficou negativo em R$ 6,9 bilhões. Segundo relatório do Ministério da Fazenda, esse foi o pior resultado para setembro da série histórica do Tesouro, iniciada em 1997.

No acumulado do ano, o governo central teve déficit primário de R$ 96,6 bilhões. O número é maior que o registrado entre janeiro e setembro de 2015: R$ 20,8 bilhões. O resultado também é o pior da História.

No período de 12 meses fechados em setembro, o resultado do governo central é um déficit primário R$ 138,2 bilhões. Esse número não inclui o pagamento das pedaladas fiscais (R$ 55,6 bilhões) que ocorreu em dezembro de 2015 e não se repetirá em 2016. Assim, o desempenho das contas públicas ainda está dentro da meta fixada para o ano, de um rombo de R$ 170,5 bilhões, ou 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).

Em setembro, a receita líquida do governo somou R$ 80,75 bilhões, com queda de 10% em relação a 2015. Segundo o Tesouro, além da desaceleração da economia – que bateu em cheio nas receitas – houve uma redução de 68,9% no pagamento de dividendos de estatais.

As despesas, por sua vez, ficaram em R$ 106 bilhões em setembro, subindo 9,2% sobre 2015. O maior responsável pela alta dos gastos foi a Previdência Social. O pagamento de benefícios foi de R$ 52,7 bilhões, com aumento de 31,5% no mês.Segundo o Tesouro, houve uma elevação de 3,3% no número de benefícios e uma mudança no calendário de pagamento do 13 salário dos aposentados.

ROMBO NA PREVIDÊNCIA CRESCEU 89%
No acumulado do ano, a receita líquida somou R$ 955,3 bilhões, com redução de 7%. Já as despesas ficaram em R$ 899,395 bilhões, o que representa um aumento de 2% sobre 2015. Nesse período, os gastos com benefícios previdenciários ficou em R$ 373 bilhões – uma alta de 10,4% em relação ao ano passado.

Segundo o relatório, o déficit da Previdência Social no ano já chega a R$ 114,169 bilhões. Ele é 89,5% maior que o observado entre janeiro e setembro de 2015.

O Globo

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