terça-feira, 22 de janeiro de 2019

RN recebe projetos de reuso da água para a agricultura


A Agência Nacional de Águas (ANA) está desenvolvendo no Rio Grande do Norte e na Paraíba o Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Piancó-Piranhas-Açu, que traz, entre as ações prioritárias, quatro projetos de reuso de água, que estão saindo do papel com recursos e atuação da agência.

Entre as ações previstas, já estão em andamento quatro projetos de reúso de água para fins agrícolas, sendo três no Rio Grande do Norte (Jucurutu, São Fernando e Serra Negra) e um na Paraíba (Itaporanga). O plano do Piancó Piranhas-Açu foi concluído pela ANA em 2016, trazendo o planejamento da gestão hídrica para a bacia e ações a serem implantadas em vinte anos, para garantir água às populações da região. 

O efluente tratado, mesmo que de baixa qualidade para uso potável, pode estar dentro dos parâmetros exigidos para a agricultura com o emprego das técnicas corretas. Assim, ao invés dessa água ser lançada em um rio, ela será reutilizada diretamente pelos agricultores para irrigar culturas e manter o setor em funcionamento mesmo em períodos de seca, já que mesmo nestes períodos a produção de esgoto da população local se mantém. Isso permite deixar de utilizar na irrigação água potável, poupando água.

Nesta quarta-feira (23) ocorre a primeira reunião do grupo que irá estudar e implantar os projetos nos quatro municípios atendidos, com base nos estudos da ANA no plano da bacia, coordenados pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Seridó (ADESE). O encontro ocorre em Caicó (RN), com membros do comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Piancó-Piranhas-Açu (CBH PPA), instituições parceiras e gestores municipais das localidades abarcadas pelo projeto. A reunião contará com participantes conectados também por videoconferência.

Os projetos definirão as tecnologias e as culturas que poderão ser utilizadas por aqueles municípios, levando em consideração os aspectos ambientais, locais, os custos e o volume de água a ser reutilizada e, tendo como premissa a garantia da qualidade da água, sem que existam riscos à saúde do usuário final e do meio ambiente. Os projetos depois de finalizados, as respectivas obras poderão ser feitas com recursos públicos ou privados.

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