quarta-feira, 17 de junho de 2020

OMS considera a dexametasona um avanço no tratamento da Covid-19

Ao contrário da hidroxicloroquina, que mostrou-se em diversos estudos ineficaz e até mesmo perigosa no tratamento de pacientes com Covid-19, o esteróide dexametasona parece ser finalmente uma solução que pode ajudar a reduzir a mortalidade da doença. 

Na terça-feira (16), quando foi anunciado por pesquisadores de Oxford que o medicamento foi eficaz em testes feitos com pacientes graves internados, logo a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou que a utilização da droga é um avanço científico na luta contra a pandemia do novo coronavírus. 

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, disse que se trata do primeiro tratamento comprovado que reduz a mortalidade em pacientes que apenas conseguem respirar com ventilação mecânica.

"São boas notícias e congratulo o governo britânico, a Universidade de Oxford e os muitos hospitais e pacientes no Reino Unido que contribuíram para esse avanço científico capaz de salvar vidas", acrescentou. 

Os resultados do estudo britânico indicam que a dexametasona reduziu a mortalidade em pacientes em respiradores em até um terço, e naqueles que precisavam de oxigênio, em um quinto. A pesquisa efetuada por vários cientistas ainda não foi revisada por outros especialistas.

Por aqui, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) se mostrou otimista com os resultados. Ela acredita que as evidências credenciam o medicamento para que passe a ser prontamente aplicado em pacientes no Brasil.

Uso da dexametasona
O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) agora trabalha para incluir a dexametasona no tratamento padrão da Covid-19. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Matt Hancock, o medicamento já está disponível e que o Reino Unido tem 200 mil unidades armazenadas e prontas para serem utilizadas desde março. 

A dexametasona tem sido usada desde os anos 1960 para reduzir a inflamação em várias doenças, incluindo pacientes com câncer, e está na lista de medicamentos essenciais da OMS desde 1977. Por esta razão, está fora de patente e prontamente disponível em todo o mundo.

UOL

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