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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Guilherme Saldanha diz que “não descarta” assumir mandato tampão no Governo do RN


O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (SAPE-RN), Guilherme Saldanha, afirmou que “não descarta” a possibilidade de assumir o Governo do Estado em um eventual mandato tampão, caso a governadora Fátima Bezerra (PT) renuncie para disputar o Senado em 2026. A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM) durante esta quarta-feira (25), em meio à intensificação das articulações políticas na Assembleia Legislativa, após a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) confirmar que não irá assumir o cargo.

 

Questionado diretamente se já havia sido sondado sobre a possibilidade, o secretário respondeu: “De concreto, não houve ainda nenhuma sondagem”. Apesar disso, reconheceu que o tema circula nos bastidores e, ao ser perguntado se toparia assumir o Executivo estadual, afirmou: “Se chegar e depender de qual seja essa conjuntura, quais serão as responsabilidades, o que é que eu penso e o que é que eu vou conseguir fazer, a gente vai estudar com carinho”. Em seguida, ao ser indagado se descartava a hipótese, declarou que não descartava. Essa é a primeira declaração pública de Guilherme Saldanha sobre o assunto.

Filiado ao PSDB, Saldanha destacou a relação de confiança que mantém com a governadora Fátima Bezerra e com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), responsável por sua indicação à pasta ainda na gestão Robinson Faria. “Eu tenho uma relação hoje de amizade e de confiança com a governadora Fátima”, afirmou.

 

Na avaliação do secretário, a governadora reúne condições de construir uma saída política para o eventual cenário de renúncia e eleger alguém de confiança para assumir o mandato tampão. “Eu não tenho dúvida disso, que ela vai conseguir”, disse, ao comentar a capacidade de articulação da chefe do Executivo. Ele classificou Fátima Bezerra como “uma águia política” e afirmou que ela “conversa com todo mundo”.

 

Sobre as finanças estaduais, tema que permeia o debate sucessório, o secretário afirmou não ver motivo de preocupação. “Não me preocupa não, sinceramente não”, declarou. Ele destacou que a arrecadação de ICMS “vai muito bem”, embora tenha reconhecido impactos de bloqueios judiciais que, segundo ele, somaram R$ 1,2 bilhão no ano passado.

 

Balanço na SAPE-RN

 

No campo administrativo, Guilherme Saldanha fez um balanço das ações da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca e avaliou como positivo o desempenho da pasta, especialmente diante do impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo ele, após um momento inicial de incerteza, as exportações foram retomadas. “Empregos acreditam que vamos salvar se terminou-se esse ano com todo mundo salvo e ninguém demitido. O mais importante”, declarou, ao citar o setor pesqueiro.

 

O secretário afirmou que a nova configuração tarifária tende a melhorar a competitividade do melão e do pescado potiguar no mercado norte-americano. Ele também mencionou tratativas junto ao governo federal para incluir o pescado do Rio Grande do Norte nas negociações internacionais e citou expectativa de reabertura do mercado europeu. “15 dias atrás eu estive em Brasília e uma das minhas conversas foi no Ministério da Pesca sobre esse tema. Eu acredito que até o meio do ano esse problema vai estar sanado, porque a União Europeia quer e porque a gente quer também, obviamente”, explicou.

 

Em relação à crise hídrica, Saldanha destacou ações como a distribuição gratuita de palma forrageira e a construção de barragens subterrâneas em parceria com o governo federal. Segundo ele, foram realizadas 470 barragens subterrâneas no último ano. O secretário também defendeu maior conscientização dos produtores quanto à adoção de tecnologias de reúso de água e armazenamento de forragem.

 

Questionado sobre a estrutura da Emater, reconheceu dificuldades e defendeu a realização de concurso público. “A Emater precisa de um concurso. Já chegou a ter mil servidores no campo e acho que hoje deve ter em torno de 370 a 400 colaboradores e alguns são bolsistas”, afirmou, apontando limitações impostas pelo limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele também citou a necessidade de reforço no Idiarn diante do aumento de registros.


Tribuna do Norte

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