Natal não vive mais uma epidemia de dengue. É o
que aponta o balanço divulgado na tarde desta quarta-feira (3) pela Secretaria
Municipal de Saúde (SMS). De acordo com o secretário Luiz Roberto Fonseca, nas
últimas três semanas, o órgão registrou um número de notificações abaixo da
linha segurança estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O secretário destaca a metodologia de trabalho
realizada pela SMS como fator principal para a queda nas notificações. Segundo
ele, o trabalho segue novos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde no
combate à doença e está focado no mapeamento de áreas com maior possibilidade
de incidência, através da identificação dos vetores do vírus, transmitido
através do mosquito Aedes Aegypti.
Roberto Fonseca explica que esse mapeamento
está pautado na divisão da cidade em zonas, chamadas de hot spots, que em
português significa “áreas quentes”, o que no caso do trabalho da SMS
representa os pontos da cidade com maior probabilidade de casos de dengue.
Segundo o gestor da pasta municipal de saúde, a
identificação dessas áreas permite maior agilidade por parte dos agentes de
endemias em aplicar ações de combate e controle do desenvolvimento do vírus.
“Para que esse trabalho continue tendo êxito, precisamos contar com o apoio da
população, pois é através da coleta de informações que conseguimos agir de
forma rápida e precisa”, disse.
Embora o número de notificações venha caindo no
município, alguns bairros ainda continuam em alerta. Entre eles estão: Cidade
Nova, na Zona Norte; Nova Descoberta, na Zona Sul; Quintas, na Zona Oeste; além
de Alecrim e Rocas, na Zona Leste da capital.
Casos quadruplicaram no estado
Em contraponto ao balanço municipal no número
de notificações de dengue, dados revelados pela Secretaria Estadual da Saúde
Pública (Sesap) na segunda-feira (1º) em entrevista ao portalnoar.com, apontam
que em relação ao mesmo período do ano passado, os casos notificados de dengue
praticamente quadruplicaram.
De acordo com os dados da Sesap, somente nas 19
primeiras semanas de 2015, foram registrados 19.153 casos, quando no mesmo
período do ano passado foram contabilizados 5.071. Os números, inclusive, podem
aumentar se for levado em consideração o fato de muitos casos ainda estarem em
fase de investigação.
Portal no Ar

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